domingo, 12 de novembro de 2006

A simple sunday in paradise

Domingo. Pus o despertador para as dez da manhã (mais quatro horas do que é habitual!). Quando tocou desliguei-o. Sem ficar com a consciência pesada. Sem a sensação que estava a falhar a alguma coisa. Levantei-me às onze e qualquer coisa. Porque me apeteceu. Não tinha onde estar nem ninguém à minha espera. Liguei o rádio e fui preparar as minhas coisas. Pus a minha prancha debaixo do braço e fui para Carcavelos de onde só ía sair com o sol. Era uma promessa que estava disposta a cumprir. Estive no mar do meio dia à três da tarde. A apanhar umas ondas, a enrolar-me noutras, porque estou muito longe de saber fazer surf. Mas mesmo assim sabe bem, faz-me bem. E o resto não interessa nada. Saí da água cheia de fome mas sabendo que a melhor companhia de todas me esperava. Só se os meus pais lá estivessem seria tão bom. O almoço/lanche a olhar para o mar. A conversar de nada, a fingir que o mundo era aquilo. Aquela praia, aquele afecto, aquele momento. O sol pôs-se sem pressas. Como se me quisesse dizer que estava a prolongar o meu dia. Porque foi isso que senti. Que aquele dia me pertencia e que nada podia ser diferente da minha vontade. E foi um dia perfeito.