quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Giving you a chance to miss me

No, it's not easier. I never said it was easier. But seeing things as they are, it's something I have to do. That I should do. Come sit next to me and look as far as you can. Stop living your life for just a minute and spend some time looking to where you're pointing. Can you see what I see? Nothing. Yes, I can see our words, our promises, I can even see some dreams that I hope aren't only mine, too. But what is that worth? Nothing. Yes, I want to believe it too. But I can't. I shouldn't. I'm all the things that you think I am, and even though I seem wonderful right now, reality and proximity are going to, eventually, win. Everything is fun now. Except the distance. But I know I'm not right for you. Not in the way that you're perfect for me. So, believe me. It's not easy. Easy is being where you wanted me to be. Easy is feeling the heart beating with the heart beating with the clock that would stop so that we could be together forever. So we could be together until it remembered to star ticking again. Seconds, minutes, hours, days, months and all the years with thousands of miles between us. Again. Because that's our destiny. Always being in the other side of the world. Always being in the wrong side of the world when all I wanted to be is by your side. Always wondering why we're not together and how it would be like if we were. Can you see it now? Can you see, now that you're finally looking to where I'm pointing?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Nem metade

Não sei se é falta de auto-estima ou excesso de confiança. Acho que nunca chega a ser uma coisa nem outra. Mas sei que oscilo entre um ponto e outro sem me decidir se gosto de mim ou não. Nunca consegui perceber se tenho valor ou se sou só uma fraude. Uma colagem de mentiras tão bem feita que às vezes me engana a mim também. E faz-me gostar de ser quem sou. Não estou a ter um ataque de dúvida de personalidade. Sei bem quem sou. Mas ainda não percebi se gosto ou não. Gosto de gostar de estar sozinha. A minha música, os meus livros, as minhas pernas em passo de corrida. Os filmes não. Os filmes são para me esquecer. Gosto desses momentos em que posso tudo contra qualquer mundo. Gosto da sensação de enfrentar o meu mundo. Mas depois continuo a olhar para outros mundos, mesmo quando sei que já é tarde. Quem sou eu? A que luta sozinha ou a que tem medo de lutar sozinha para sempre? Gosto de ouvir a minha cabeça a trabalhar. As engrenagens a encaixarem no sítio e a tirar sentido de tudo. Porque tudo tem que fazer sentido. Mas depois agarro em palavras, frases, sentimentos, sentidos, olhares sem conseguir agarrar o seu significado. E não me deixo chegar à conclusão que, não é que não façam sentido, simplesmente não existe nada para ligar. Qual sou eu? A cabeça racional ou o coração sem lógica? Não é uma luta entre as minhas qualidades e os meus defeitos. Só ainda não percebi se gosto da soma dos dois.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Não há cabeça para títulos

A história que vos trago hoje é uma história de dor, por isso aviso desde já que não é para os fracos de coração. Tenho também que explicar, para que consigam perceber o que vos conto, que tenho um relógio que mede os meus batimentos cardíacos e que, em função desses batimentos, calcula as calorias que perco. Também não sabia que as calorias dependiam do bater do coração. Estamos sempre a aprender. Por isso, esta é uma história de dor, mas também uma história que ensina, o que é sempre um bónus. Bom, passemos então à história propriamente dita. Não vou começar com "era uma vez" porque esta é uma história moderna. Arrepiante, mas moderna.

Acordei às cinco da manhã com a cabeça a mil. Só tinha que me levantar quarenta e cinco minutos depois, mas voltar a dormir não era uma possibilidade. Tinha que parar a cabeça. Fui à procura da aula mais forte do meu (fantástico) ginásio. Por sorte também era a mais cedo. Vesti-me. Reparei que pus uma t-shirt tão o meu número que me chegava aos joelhos. Como eu gosto de estar no meu melhor aspecto no ginásio nem me preocupei em mudar de roupa. E aí vou eu, pick-up Avenida de Lenin acima. Cheguei e arranjei logo um lugar para estacionar o que é um bom agoiro. Estava desejosa de começar a aula e conseguir desligar a cabeça. Depois disso, a minha memória é um borrão. As pernas eram uma massa de dor, os pulmões estavam a tentar não ter um ataque de asma e o meu relógio recusou-se a medir a minha frequência cardíaca. Acho que não tinha dígitos suficientes ou simplesmente partiu do principio que eu tinha morrido. Estava a transpirar tanto que até tirei a minha t-shirt/vestido (NOTA: vou para o ginásio com um soutien de desporto, um top de desporto por cima e mais a t-shirt, que tenho material que precisa do seu apoio). Perdi a vergonha, cedi ao calor e o suor a escorrer-me pela barriga, pelos ombros, pela cara, pelo pescoço, e mostrei as minhas banhas indiscriminadamente. A minha cabeça estava mais preocupada em manter-me viva. E quando a aula acabou, olhei para o meu relógio e o que ele tem para me dizer é "vais-me desculpar mas com esse batimento cardíaco errático nem sequer conseguiste queimar o bananão que comeste há bocado". Então arrastei-me para a passadeira mais próxima para mais vinte minutos de exercício. As boas notícias (é verdade, existem!) são que consegui matar os pensamentos que me acordaram e que ainda tenho ritmo para acompanhar uma aula. Pernas, pulmão e coração não, mas lá ritmo para morrer ao ritmo da música, isso parece que ninguém me tira. O que tenho andado a fazer no ginásio é uma brincadeira, isto sim é puro sofrimento. Do bom. Bem bom.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Imagine there was no tomorrow

Estou a viver um romance de livro. Tenho que explicar. Estou a ler um livro e a viver o romance. Um romance que é muitas coisas e não é apenas uma. Meu. Mas mesmo assim sinto o coração parar quando os corações falam da mesma maneira e perdida quando não vejo nada, quando parece que não há nada para ver, quando tenho a certeza que nunca houve. Há vezes que me pergunto como pode ser possível sentir tanta coisa ao mesmo tempo. Às vezes pergunto-me onde vou buscar tanta coisa para sentir. Pergunto-me como é que a minha cabeça se lembra também de respirar. Já pensei não voltar a pegar no livro. Deixá-lo numa prateleira e esquecer-me que ele existe. Mas a ideia de não lhe ler mais nenhuma palavra magoa-me mais que qualquer palavra que possa ler. Fecho os olhos e todas as imagens se põem no seu lugar. Umas que vi, outras que inventei enquanto lia. Todas improváveis. Todas carregadas de uma coisa qualquer que as torna tão pesadas. Perfeição? Volto a abrir os olhos, volto a focar a realidade e vejo que não é isso. Destino? Sorrio involuntariamente. O destino é só um disparate que alguém inventou para não ter que se levantar de manhã. O que pesa são as expectativas. Não daquilo que pode ser. Daquilo que deve ser.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

'Cause I'll be coming over

Por mais que me tente fazer forte, por mais que me tente distanciar, por muito bem que esteja, não consigo apagar uma vida. Ouço uma música que não tem nada a ver e a letra obriga-me a ir a todos os sítios. Ao passado, ao presente e ao futuro. Não consigo evitar sentir saudades. Não consigo fingir que não vivi na vossa vida. E mesmo tendo que admitir que não quero voltar atrás (não quero mesmo), tenho que admitir que gostava de vos puder trazer comigo. Queria puder mostrar-vos a minha vida.