segunda-feira, 16 de março de 2009
Time's running out
Ando com pouca paciência. Para as pessoas, para a vida, para o mundo, para mim. Abro o autocad e enquanto espero que o autocad abra abro um blog ao acaso e enquanto espero que o blog carregue abro as espadas na internet e enquanto espero que os jogadores virtuais das espadas na internet joguem abro as minas. Ainda bem que as minas jogam-se tão rápido quão rápido for o meu click de rato. Senão não havia paciência. Não tenho paciência para a falta de paciência das pessoas que faz com quem não olhem para trás depois de atropelarem, sem querer, por querer ou a cagarem-se para saber, seja o que for. Não tenho paciência para a vida além da minha vida, aquela que me interessa e aquela pela qual acordo de manhã, ponho os brincos e tento não beber coca-cola. Não tenho paciência para um mundo que há muito muito tempo decidiu destruir-se e agora encolhe os ombros e diz que já vai tarde. Não tenho paciência para mim ponto Não tenho paciência para as minhas lamúrias para os meus cansaços para os meus quases lá para as minhas indecisões que ainda acho graça chamar-lhes dúvidas e que vírgula em boa verdade vírgula não têm graça nenhuma. Queria perguntas de escolha múltipla, receitas de resultados imediatos e decisões sem iterações. Não tenha paciência para passar ao lado, para passar de lado e às vezes não tenho paciência para passar de todo. Já cresci o suficiente para ter importância. Não estou com paciência para esperar por amanhã para não ter dois post's no mesmo dia.
The Big Ben Theory
terça-feira, 10 de março de 2009
iPod com asas
É apropriado. É apropriado estar a olhar para aqui e estar a ouvir esta música. É apropriado pensar em ti, pensar em olhar para ti e ouvir... Não, não pode ser esta música. Dá-me um minuto, deixa-me carregar no botão da setinha para a frente. Muito melhor. Bem melhor, na verdade. Perfeito. Agora não consigo dizer nada, estou a ouvir a música que escolhi para ti (para nós?), não, para mim, a pensar em ti. Estou a ouvir a música e estou a sorrir. Não me podes ver e desconfio que nem conheças o meu sorriso, mesmo que já tenhas estado na presença dele. Simplesmente não estavas a olhar. Não faz mal porque já tomaste a decisão de olhar para o meu sorriso, para mim. E (espero não estar enganada) decidiste olhar para mim de outra maneira. E eu sei que quero olhar para ti de outra maneira. Quero olhar para ti, ver-te olhar para mim e quero poder-te pedir para olhares para nós, enquanto eu olho por nós. As músicas tomaram conta dos meus ouvidos e tomaram conta das palavras que estou a escrever agora, por isso não ligues. Não ligues se vires palavras com amor a mais, com esperança a mais, com saudade (alguma que seja), com milhões de coisas que ainda não me deste, que ainda não sabes se podes dar e (de certeza que não estou enganada) ainda nem pensaste em dar. Ou já?
sábado, 7 de março de 2009
Não há por quem lutar ou quem lute por nós
Quando estava do outro lado do meu mundo decidi que não ia dar importância. Não acredito que isso me faça forte. Só insensível. Mas vivemos num mundo em que temos que o saber viver sozinhos. Não existem sentimentos à prova de tudo, por isso temos que partir do princípio que, mais cedo ou mais tarde, vamos estar sozinhos. Porque vivemos num mundo em que já ninguém tem tempo para ninguém, por isso mais vale termos, pelo menos, tempo para nós. Não nos vai fazer mais fortes. Só insensíveis. Por enquanto ainda tenho que me dizer a mim mesma para não ligar. Mas um dia será automático. Espero que esse dia chegue rápido porque não tenho pressa nenhuma. Quero apenas sentir que não sinto nada.
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