Tenho que arranjar maneira de te dizer isto. Estive dois dias à espera que o fim de semana passasse para te poder ver outra vez. Ver-te... Eu sei. Eu sei que não nos podemos ver outra vez. Mas são as tuas palavras. Foi tudo que me disseste quando não nos podíamos ver mas não quisemos saber e foi tudo que me disseste quando já te devias ter esquecido de mim. E como uma promessa que não fizeste mas que não deixaste de querer cumprir, estavas aqui. Estás aqui e não consigo evitar sentir a tua falta. Por isso, desculpa. Por isso e por tudo o resto. Por ter aparecido na tua vida e por me ter imposto na tua vida. Por me ter deixado conhecer. Por te ter mostrado tudo o que sou. Por ver o efeito que estava a ter em ti e por não ter parado. Por causa do efeito que estavas a ter em mim. Quero pedir-te para continuares a procurar o meu perfume. Quero pedir-te para não te esqueceres de mim. Quero pedir-te para me continuares a ver dessa maneira. Porque através dos teus olhos verdes eu sou bonita como em nenhum espelho. Porque aquilo que eu sou nunca foi tão interessante para ninguém como foi para ti. Como é para ti? Obrigado por me completares em tão pouco tempo, e por teres sido tudo que eu precisava num instante. Obrigado por me teres lido de uma vez, sem querer e tão bem. Obrigado por toda a importância que me deste. Por seres tão importante para mim. Por seres parte de mim para sempre e de uma maneira que nenhum de nós consegue explicar.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Waiting for the world to change
Tenho que arranjar maneira de te dizer isto. Estive dois dias à espera que o fim de semana passasse para te poder ver outra vez. Ver-te... Eu sei. Eu sei que não nos podemos ver outra vez. Mas são as tuas palavras. Foi tudo que me disseste quando não nos podíamos ver mas não quisemos saber e foi tudo que me disseste quando já te devias ter esquecido de mim. E como uma promessa que não fizeste mas que não deixaste de querer cumprir, estavas aqui. Estás aqui e não consigo evitar sentir a tua falta. Por isso, desculpa. Por isso e por tudo o resto. Por ter aparecido na tua vida e por me ter imposto na tua vida. Por me ter deixado conhecer. Por te ter mostrado tudo o que sou. Por ver o efeito que estava a ter em ti e por não ter parado. Por causa do efeito que estavas a ter em mim. Quero pedir-te para continuares a procurar o meu perfume. Quero pedir-te para não te esqueceres de mim. Quero pedir-te para me continuares a ver dessa maneira. Porque através dos teus olhos verdes eu sou bonita como em nenhum espelho. Porque aquilo que eu sou nunca foi tão interessante para ninguém como foi para ti. Como é para ti? Obrigado por me completares em tão pouco tempo, e por teres sido tudo que eu precisava num instante. Obrigado por me teres lido de uma vez, sem querer e tão bem. Obrigado por toda a importância que me deste. Por seres tão importante para mim. Por seres parte de mim para sempre e de uma maneira que nenhum de nós consegue explicar.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Deixa-me falar-te no passado. Depois de tudo, foste a primeira pessoa que me permiti gostar assim. Não te consigo dizer porquê, mas acho que não foste tu, acho que eu, de repente, estava pronta. E as tuas palavras não escolhidas tomaram conta do meu coração. As tuas promessas descuidadas prenderam-me mesmo sabendo que se cedesse não teria para onde fugir. Mas rapidamente te habituaste a mim, à minha presença e à minha atenção. E eu perdi valor. Passei a ser só mais um número na tua vida. 2ª, 3ª, 4ª, ... Não sei bem. E também já não me interessa saber, agora que te estou a falar no passado. Não te quero mentir, claro que sinto a tua falta. Não te posso mentir e dizer-te que não penso em ti todos os dias. Mas nem todos os dias tenho a certeza de te querer. Quero-te no passado. Penso em ti no passado. Penso em tudo que partilhámos sem querer. Penso em como éramos cúmplices. Em nós e com tudo o resto, contra todos os outros que nunca nos perceberam, que nunca acreditaram em nós. Mas isso também já não interessa. O nosso nós ficou no passado, o nosso nós que nunca existiu, o nós que inventámos para poder justificar o que nós queríamos. O que nos queríamos. Sendo sincera não te vejo no futuro. Pensando bem ainda te procuro no presente. Mas deixa-me falar-te no passado. Nunca vais perceber o quanto te amo no passado.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Full disclosure
Na minha cabeça ninguém te conhece como eu. Porque ninguém, como eu, sabe todos os teus segredos e te aceita mesmo assim. Na minha cabeça ninguém te entende como eu. Ninguém, como eu, percebe as tuas hesitações, as tuas acções longe das tuas palavras. Nem tu. Na minha cabeça consigo ver claramente o que se passa na tua. Só não consigo decidir por ti. Na minha cabeça não fomos feitos um para o outro, mas encontramo-nos na altura em que tinhamos que ser um do outro. Na única altura em que o podiamos ser. Na minha cabeça ninguém te vê como eu. Ninguém, como eu, sabe a cor dos teus olhos no escuro. Ninguém, como eu, conhece o contorno da tua boca sem olhar. Ninguém, como eu, tem memorizado o cheiro do teu perfume. Ninguém, isso eu sei, te quer como eu.No nosso mundo ninguém mexe comigo como tu. Ninguém, como tu, diz sempre o que eu não estava à espera, para descobrir que não há mais nada que queira tanto ouvir. No nosso mundo ninguém me quer como tu. Porque ninguém, como tu, conhece tão bem o formato das nossas mãos dadas, o tamanho do nosso abraço ou as promessas dos teus beijos. No nosso mundo ninguém me vê como tu. Ninguém, como tu, olha para mim sem pensar em nada, a tentar memorizar cada pedaço. No nosso mundo ninguém é tão perfeito como tu. Porque mais ninguém, só tu, tem o direito de lá estar.
Na realidade eu choro sozinha quando vais embora. Porque tu e eu, não nos podemos pertencer.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Foolish Games
Eventualmente deixa de ter graça. O jogo tem o seu interesse durante um tempo, mas eventualmente acaba por cansar. Pelo menos a mim. Aguento ser o gato se puder ser o rato de vez em quando. Só assim consigo continuar a brincar. Caso contrário perco a vontade, o interesse, a pica e qualquer outro sentimento que me faça andar em frente e continuar a andar para a frente. Não remo contra a maré e muito menos remo sozinha. Tenho paciência para esperar para ver, mas sou impaciente o suficiente para largar antes de acabar. Não que queira saber se tem fim antes de começar. Mas gosto de ver pelo menos dois passos à frente. Começo pela expectativa, passo para a ansiedade e depois disso começa a doer. E quando dói, faço o que faço sempre. Começo a empurrar para um canto e cada vez dói menos. Cada vez importa menos. Sou levada durante um tempo na estratégia de dar só o que é preciso e voltar quando isso acabar. Mas eventualmente apercebo-me. E tenho que admitir que não gosto. Revela preguiça, falta de interesse real ou erros de medição de valor pessoal. Não tenho paciência para ficar e descobrir qual é o caso. Estive a pensar se posso estar chateada. Talvez possa, mas não estou. Mas acho que estou no meu direito de estar um bocado desiludida.
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