terça-feira, 9 de dezembro de 2008
You don't know what you mean to me
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Tem tudo a ver com andar para a frente, mesmo que não pareça
domingo, 23 de novembro de 2008
The world it's a better place when it's upside down
terça-feira, 11 de novembro de 2008
You make it easier when life gets hard
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Nobody knows it, but you've got a secret smile and you use it only for me
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Be careful with what you wish for, because you just might get it all
Acho que não interessa muito quem nos vai ler. Bem, claro que interessa. Mas às vezes temos que mudar as coisas que nos interessam. Mesmo que em certas alturas nos pareça que não há nada mais importante e que foi tão especial que a sua importância fugiu ao nosso controlo. As pessoas, os sentimentos, as coisas que se viveu são importantes e especiais apenas se quisermos que o sejam e enquanto assim quisermos que seja. Somos nós que fazemos o nosso destino. Somos nós que escolhemos o que queremos ser. Se deixarmos de acreditar nisso passamos a ser apenas mais um que se deixa levar pela corrente e que culpa quem e o que pode por tudo que não é. E não há nada mais triste que isso. Não há nada mais triste que dizer que as coisas são assim porque não há nada que se pudesse fazer. Há sempre pelo que lutar. Lutamos uma vez e perdemos. Lutamos duas vezes e perdemos. Lutamos três vezes e perdemos. Mas havemos de ganhar eventualmente. E vai-nos saber tão bem. Lutar faz-nos sentir vivos apenas porque lutar é viver e nada mais que isso. Por isso lutemos. Lutemos pela felicidade que merecemos e não esperemos pela felicidade que nos está destinada. Vamos pegar na caneta do destino e não vamos deixar que ele escreva direito por linhas tortas. Quem é ele para saber melhor do que nós o que queremos e o que nos vai fazer sentir completos? Vamos deixar que ele se preocupe com os que não têm força para lutar pelo que acham que lhes pertence. Se temos que aceitar alguma coisa sem lutar, que sejam coisas que não podemos mesmo mudar. De resto, vamos dar umas chapadas no destino e mostrar-lhe que ninguém gosta de espertinhos que têm a mania que sabem tudo. O que é que é importante? Importante são aquelas coisas que nos fazem dar gargalhadas, rir, sorrir ou acender por dentro e deixar que o brilho nos chegue aos olhos. Coisas que nos mantenham no caminho. No nosso caminho. Se uma relação exige muito de nós é porque estamos a forçar alguma coisa e isso nunca é bom, lutar não é isso. Lutar é trabalho árduo e dedicação. E a relação é uma festinha na cabeça e um doce de recompensa ao fim do dia. Passamos a vida a procura de uma relação e deixamos passar aquelas que são realmente especiais. Temos que começar a abrir os olhos para nos permitirmos alguma felicidade. Daquela que interessa. Da única que vale a pena. E nunca nos podemos esquecer, uma pessoa só vale a pena se se disponibilizou sempre a lutar as nossas lutas connosco.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Dieléctricos de ternura
- Elevada resistência eléctrica, para garantir o isolamento entre a peça e o eléctrodo;
- Elevado poder refrigerante, pois este deve arrefecer a peça e o eléctrodo, visto que o aquecimento excessivo pode originar fissuração;
- Elevado calor latente, pois deve ser resistente às temperaturas elevadas e à oxidação, evitando a degradação;
- Não corrosivo, para não corroer os componentes constituintes da máquina;
- Filtrabilidade, para manter as partículas em suspensão, facilitando a filtragem posterior.
Uma "pessoa dieléctrica" é alguém que possui alta resistência a sentimentos. Essa pessoa, para desempenhar correctamente essa função, tem que se impor certas regras, tais como:
- Elevada resistência às emoções, para garantir o isolamento entre si e outra pessoa;
- Elevado poder refrigerante, pois deve arrefecer o ambiente entre si e outra pessoa, visto que o aquecimento excessivo pode provocar fissuras nas defesas emocionais;
- Elevado calor latente, pois deve ser resistente às situações com temperaturas elevadas e pressão, evitando cair em tentação;
- Não corrosivo, para não corroer os seus próprios sentimentos (nunca sabe quando pode precisar deles);
- Filtrabilidade, para manter os interessados em suspensão, facilitando uma escolha posterior.
sábado, 27 de setembro de 2008
Forcat
Quando uma pessoa está à espera de outra é sempre difícil estar descontraída. Por princípio temos a sensação que estamos a ser observados e se sabemos que alguém vai chegar e procurar por nós, não podemos deixar de ter a certeza que vamos ser observados mais cedo ou mais tarde. A Patrícia estava sentada ao balcão com um copo de whisky à frente. Ainda não lhe tinha tocado. Estava a pensar que devia ter pedido uma 7up quando a pessoa que esperava entrou no bar e se pôs a observá-la. Como que sentindo isso mesmo levantou os olhos e reconheceu a cara que já não via há uns anos e não conseguiu evitar sorrir. Porque apesar de tudo estava feliz com este encontro. Ansiosa, mas feliz. Quando a pessoa se aproximou dela, a primeira coisa que se lembrou de dizer não foi olá. Foi "desculpa".
-Anda, vem comigo.
-Onde?
-Vamos sentar-nos naquela mesa ali ao fundo, ao pé da máquina dos cigarros.
-Tu sabes que eu não fumo.
-Não te preocupes, há ali um ventilador por cima, nem vais sentir o cheiro dos cigarros. O quê que queres beber?
-Pode ser uma imperial.
-Eu vou pedir ao balcão. Agora senta-te aí quietinho e olha para aquelas duas brasas abraçadas ao pé do balcão.
-O quê que tem?
-Man, o quê que te parece que são uma à outra?
-Sei lá. Duas amigas que gostam muito uma da outra, mas por qualquer razão já não se viam há algum tempo?
-Epá, és tão cromo. Eu já volto e já te explico umas coisas. Amigas! És mesmo tapado.
-Olha, desculpa, 'tá?
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Já sei de cor todas as canções de amor

I'm so tired of being here suppressed by all my childish fears.
What do I do when lightning strikes me?
Guess I've mistaken you for somebody else.
It's not the same, no it's never the same.
But somehow I'm still alive inside, I don't know how, but I don't even care.
Só sei que fica tarde e eu tenho de ir.
This time, this place, misused, mistakes, too long, too late.
All of the memories, so close to me, just fade away.
I'll never know what the future brings.
I don't worry because everything's going to be alright.
Leave all this to yesterday.
I'm sure that that makes sense.
Sem ter defesas que me façam falhar.
Mas é bom ouvir e cantar, seja a solo, seja em duetos rodoviários, seja em modo lead singer, "Sei de cor" e sentir... rigorosamente nada.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Ponto de vista de uma vida de vidro
Eu não tive culpa. Se bem que se diga que nestas alturas que ninguém tem culpa, eu sei que não tive de certeza. Nem posso dizer que o meu único pecado foi deixar-me estar. Não tinha outra opção. Fui feito verde, cilíndrico, inanimado. Mesmo este pedaço da minha história que vos conto, bem, não sou mesmo eu que vos conto. É só alguém que precisa de criar as perspectivas de um ponto de vista. Mas como estava a dizer, não tive culpa nenhuma. Estava em cima da mesa. Há uns dois, três dias, talvez. O que posso dizer, sou um pedaço de vidro preguiçoso. Mas também posso dizer, e isto sim é mais verdade, é que nunca me foi dado a escolher. E mesmo que pudesse escolher, não sei se sairia dali. Nunca podia prever o que estava para acontecer. E além disso gostava da companhia. Se bem que tenha saído do cartão para as mão dela, sei que os seus dedos eram os mais delicados. Mãos pequenas mas firmes. Mãos de menina com força de mulher. Sei que a boca dela era a mais doce. Eu sei que doce era o que tinha dentro de mim, e que nunca poderia saber ao que saberia a boca dela se não tivesse zonzo por causa de tanto açucar. Mas não interessa. Sentia a antecipação nas suas mãos de princesa e sentia todo o prazer que lhe entrava pela boca. Mas num dia algo de estranho aconteceu. As suas mãos começaram a pegar-me com menos firmeza. Sim, foi assim que tudo começou. Tudo começou com uma fraqueza que concerteza lhe atacava o coração, mas que eu só podia sentir nos seus dedos e imaginar o que seria. Tive a certeza que algo de muito errado se passava quando senti gotas de sal no meu interior antes tão doce. E senti então uma parte dela que não sabia que existia. Senti a dureza dos seus dentes, senti que me mordia de desespero, porque as lágrimas que vertia para dentro de mim estavam a agir contra a vontade dela. Nessa altura ainda não imaginava que sofria tanto e que eu ía também fazer parte desse sofrimento. De repente senti um aperto e soube que a força com que me voltava a segurar nada tinha a ver com segurança ou independência. Era uma mistura amarga do sal dos seus olhos e do aperto que, imagino eu, estivesse a sentir no seu coração. De repente deixei de a sentir, deixei de sentir qualquer tipo de sustento e senti-me a voar. Uma sensação de liberdade por meros segundos, para depois me encontrar com algo duro e desfazer-me em mil bocados. E foi só quando me encontrei no chão por todo o lado é que consegui compreender completamente como se sentia o coração dela.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
In Her Shoes

"I carry your heart with me (i carry it in my heart)
I am never without it (anywhere i go you go, my dear;
and whatever is done by only me is your doing, my darling)
I fear no fate (for you are my fate, my sweet)
I want no world (for beautiful you are my world, my true)
And it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you.
Here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;
which grows higher than the soul can hope or mind can hide)
And this is the wonder that's keeping the stars apart
I carry your heart (i carry it in my heart)"
EE Cummings
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Re-Tratamento
" Marshall: Oh não, não tenho os meus votos.
Lily: Também não tenho os meus.
Ted: Não precisam dos votos. Apenas digam porquê que se amam.
Marshal: Lily, tenho milhões de razões para te amar. Fazes-me rir e tratas de mim quando estou doente. És amorosa, atenciosa e até deste o meu nome a uns ovos. Ela põe uns condimentos italianos nos ovos mexidos antes de os cozinhar. Chamam-se "Ovos Marshall" e são brutais. Mas a principal razão para te amar é que és a minha melhor amiga, Lily. És a melhor amiga que alguma vez tive.
Lily: É a minha vez. Marshall, eu amo-te porque és engraçado e fazes-me sentir amada e fazes-me sentir segura e quando fizemos um ano deste-me uma camisola que diz "Lily and Marshall. Rockin' It Since '96". Acho que gostava de a ter vestida agora, porque cheira a ti. Mas a principal razão para te amar, Marshall Ericksen, é que me fazes feliz. Fazes-me feliz sempre."
Acho que andamos tão rápido na estrada, olhando só para a frente, que às vezes perdemos a percepção de certas coisas. Perdemos alguns valores e perdemos a noção do que é realmente importante. Andamos numa corrida doente para tentarmos ser bonitos quando isso não interessa nada, só interessa quem nós somos. Um banho por dia, uma escova no cabelo, a roupa que mais nos agrada, um sorriso na cara e uma pitada de nós mesmos é mais que suficiente e para quem não chegar, paciência. Passamos o dia a esforçarmo-nos para ser uma coisa que, no fundo, não tem metade do interesse do que aquilo que realmente somos.
Finalmente aprendi que a pessoa certa e que o amor da nossa vida nem sequer são a mesma coisa. Podem ser a mesma pessoa, mas a verdade é que raramente isso acontece. O amor da nossa vida é a pessoa por quem mais choramos e a pessoa que nos fez mais feliz e a pessoa que conseguia fazer-nos atingir esses dois picos no mesmo minuto. A pessoa certa é aquela que melhor nos sabe amar, cuidar de nós, aquela que nos dá segurança sem ser preciso falar. O amor da nossa vida é um carrossel de emoções enquanto que a pessoa certa é a calma antes da tempestade, depois da tempestade e é a mão que agarramos durante a tempestade. O amor da nossa vida ser a pessoa certa para nós é um jackpot cósmico. Mas possível. De qualquer maneira só existe uma maneira de sabermos quem é o amor da nossa vida e quem é a pessoa certa para nós. É preciso morrer. Nessa altura, olhamos para dentro de nós e vemos todas as cicatrizes que o amor da nossa vida nos deixou. Olhamos para fora e lá está ela. A pessoa certa.
Aquela que não olhou para os nossos defeitos e agradeceu-nos por não termos olhado para os dela. Não aquela que achava que não tínhamos defeitos e que nós achávamos perfeita.
Aquela que sempre nos soube dizer as coisas certas na altura certa. O bom e o mau. Não aquela a quem nunca foi preciso dizer nada, que sempre adivnhou os nossos desejos mais permentes.
Aquela que nos disse que tínhamos graça por piadinhas pequenas, aquela que nos disse que estávamos lindos num dia mau e que nos disse que éramos a pessoa mais bonita deste mundo num dia em que realmente nos esforçamos por isso. Não aquela que se ria às gragalhadas connosco por tudo e por nada, não aquela que todos os dias se ofuscava com o nosso brilho. O bom e o mau.
Aquela com quem conseguiamos dormir uma noite inteira abraçados sem acordarmos com o pescoço dorido. Não aquela com quem desejavamos dormir todas as noites e que com quem todas as noites deviam ser infinitas.
Aquela que nunca nos fez sofrer, ou se fez, estava lá para tratar das nossas feridas. Não aquela que nos fez sofrer que fizemos sofrer, porque o amor, a paixão e a pressão eram tão grandes que até doía. Tudo doía. O bom e mau.
Aquela que nunca foi embora. Não aquela que foi, veio, foi e veio, e entre essas viagens nunca sabiamos se ía voltar ou se ía voltar a ir embora.
O amor da nossa vida e a pessoa certa podem parecer, à primeira vista, muito parecidos, mas a diferença é a coisa mais importante para o nosso coração. A pessoa certa faz-nos felizes. Sempre.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Sílabas métricas? Não, não 'tou a ver...
Ir para a cama ou ficar aqui no sofá, eis a questão.
Qual me faz melhor, com qual me contento
Qual mellhor me acolhe, com qual me encanto
A cama que me seduz e promete tanto
O sofá com a segurança em pensamento
Quero fechar os olhos e viver cada momento
Não quero descobrir na cama o meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Quero o sofá e seu doce contentamento
E assim, quando mais tarde o procure
Quem sabe na cama, angústia de quem vive
Quem sabe no sofá, princípio de quem não ama
Eu possa dizer do descanso que tive:
Que foi doce e calmo o sonho que me chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Qual Shakespeare, qual Camões,
Sonetos às cinco da manhã é que é
Vou mazé pra cama que se faz tarde
Ai pois é, ai poizé.
Estava-me o post a correr tão bem...
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
How cute am I?
Conhecer alguém não é fácil. Nos dois sentidos. O mundo está cheio de gente que não conhecemos, mas não basta sair da cama para conhecermos alguém. E não é fácil conhecer as pessoas que temos ao nosso lado. Eu sei que "eu conheço-te" é uma frase que usamos muito. Eu sei que uso muito. Eu tenho o péssimo hábito de conhecer muito bem as pessoas que tenho à minha volta. Podia pôr-me aqui a dizer que é porque me interesso muito pelas pessoas, mas a verdade é que o faço para minha própria protecção. Se conhecer o que me rodeia o melhor que puder, menores são as possibilidades de ser apanhada de surpresa. E eu odeio surpresas. Gosto de saber com o que posso contar. Gosto de saber que terreno estou a pisar. Mas a verdade é que, quando se trata de pessoas, não existe a noção de coisas certas nem terrenos seguros. Podemos conhecer bem as pessoas, mas podemos ter a certeza que elas farão sempre qualquer coisa que vá contra elas próprias. Por medo, por orgulho, por confusão... Eu sei que já fiz coisas que não são eu. Tantas vezes. Mas não é por isso que desisto de saber as pessoas de côr. Se bem que se algumas vezes me pode abalar a vida por me deparar com situações que não esperava, adoro as vezes em que o universo faz sentido e em que quando digo "acredita, eu conheço-te" vejo um brilho no olhar, mesmo que o corpo esteja a dizer que não. E o mesmo vai para pessoas acabadas de conhecer. Quando duas pessoas se estão a começar a conhecer muitas vezes preocupam-se com a coisa que menos importância tem. Em causarem boa impressão. Não falo em pôr mais perfume, a melhor camisola, ou tentar combinar os sapatos com os óculos escuros. Falo em conversas que não são nossas, atitudes que não têm nada a ver connosco, piadas que nem nós próprios achamos graça. Desde que outra pessoa ache graça. E mesmo que nós não achemos graça nenhuma à outra pessoa, temos sempre que fazer aquela forcinha para sermos o máximo. Nada pode ser mais errado. Não há nada mas interessante do que nós próprios. O simples nós. Os silêncios contragedores acontecem porque estamos à procura de uma coisa super cool para dizer quando nem sequer nos lembramos que a coisa mais estúpida que nos sai da boca pode fazer a outra pessoa pensar. E quem sabe, até pode estar a pensar em como somos bué (pareço uma pita...). Ou em como somos anormais, mas não interessa, porque se essa pessoa não se interessar pelo interessante nós, então essa pessoa que se vá lixar, porque convenhamos, nem sequer interessa nada. O que interessa mesmo é que olhem para nós, que gostem de nós e que, eventualmente nos amem. O resto é paisagem. Mesmo que às vezes seja uma bela paisagem... Anyway, isto tudo para dizer que não precisamos de espetar um garfo no rabo e embelezar as nossas histórias de vida. Cada um é o que é e cada um vale pelo que é. Somos todos porcas e parafusos e se a rosca não é igual à deste, há-de ser igual à do próximo e toda a gente sabe que os parafusos e as porcas vêm em caixinhas de muitos, não há só uma porca para um parafuso. Tira-se uma porca e um parafuso da caixa. Se enroscarem e fizerem o trabalho que têm a fazer, óptimo. Senão, as caixas estão mesmo ali à mão.
Senhor leitor, sabia que:
- não consigo levantar ou baixar o som do rádio sem o nível do volume ser um múltiplo de cinco?
- sempre que ando num chão que tenha azulejos vou dizendo "co-ca-co-la" conforme ponho primeiro um pé, depois o outro and so on?
- odeio usar coisas douradas e prateadas ao mesmo tempo?
- odeio usar coisas pretas e castanhas ao mesmo tempo?
- gosto do poder de desviar os carros das faixas de rodagem só por me encostar muito a eles, qual Moisés a fazer um risco ao meio no mar Vermelho?
- acho que os sapatos e as mãos dizem muito sobre uma pessoa?
- combato dor com dor?
- tenho um prazer especial por me sabotar?
- escondo coisas à vista?
- gosto de, pelo menos, mais dez centímetros do que eu nos homens?
- acredito em sinais?
- sou muito, muito, mas mesmo muito meiga? Um doce, mesmo?
- gosto de ser tratado como uma princesa?
- gosto que reconheçam em mim qualidades de uma guerreira?
- ainda falta dizer muito sobre mim?
- não há uma única pessoa que consiga ler esta lista e achar interessantes todos os pontos?
- o passado é história, o futuro é um mistério e o presente é uma dávida? E é por isso que se chama presente?
- que a frase anterior foi tirada de um filme em que um panda diz que "there's no price for awessomeness or attractiveness"?
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Não sinto o lado esquerdo
domingo, 27 de julho de 2008
How am I supposed to breathe with no air?
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Quero uma resposta
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Patrocinada por uma bebida qualquer
Acredito que ainda há pessoas sérias. Acredito que ainda há pessoas que não falam sem pensar e acredito que se dizem certas coisas é porque acreditam nelas. Acredito que ainda se acredite no amor e que ainda há quem acredite que há uma pessoa certa para toda a gente e acredito que essas pessoas o que mais querem que tudo no mundo é encontrar a sua pessoa certa. Sendo assim, acredito que quando uma pessoa me disser que eu sou a mulher da sua vida, irá acreditar no que está a dizer. Acredito que quando essa pessoa falar comigo de filhos, casa, casamento, uma vida juntos; estará a falar a sério, não estará a falar da boca para fora. Por isso, nunca vai ser possível tudo isso desaparecer de um dia para o outro. Uma vida inteira juntos, a passada, a presente e a futura, como nós vamos ter, não irá desaparecer de um dia para o outro. Eu vou acreditar que essa pessoa acredita que sou a mulher da sua vida desde a primeira vez que me vir. Mas há algumas coisas que espero desta pessoa, esta pessoa que vou achar ser a certa para mim, que acho que me merece, que acho que me dará valor. Quando duas pessoas estão numa relação têm que aprender a fazer tudo juntas. As duas juntas arranjam os problemas e as duas juntas arranjam as soluções. As culpas deixam de ser só de uma pessoa porque já não se vive sozinho. Para o bem e para o mal. Essa pessoa não se poderá isolar quando as coisas correrem mal. Porque não é justo. Nem para mim, nem para ti. A culpa nunca vai ser só minha, mas mesmo que essa pessoa acredite que sim, vai dar-me oportunidade de me defender. No mínimo, vai dar-me a oportunidade de conversar. Porque essa pessoa não pode fugir a isso, porque passa a ser uma obrigação, a partir do momento em que decidirmos que vamos levar a relação a sério. Essa pessoa não vai poder deixar de atender o telefone, não vai poder deixar de responder às mensagens, não vai poder não ter paciência para falar. Não vai poder ir embora sem aviso e fechar-se no seu mundo. Não vai poder parar de pensar e de se preocupar comigo. Essa pessoa vai ter que se lembrar que me deixou sozinha com o sonho da Margarida, com o sonho do Rodrigo, com o sonho do vestido, com o sonho da quinta em Sintra, com o sonho de 125 m2 de sonhos. Com os nossos sonhos. Com sonhos que em tempos sonhámos juntos. Não vai poder simplesmente deixar de os sonhar e deixar-me sonhá-los sozinha. Por muito que lhe custe, por muito que lhe doa, por muito que lhe apeteça desaparecer, não o poderá fazer, vai ter que ficar. Mas vai poder sentar-se, desabafar, dizer o que lhe custa e o que o magoa e dizer-me de que precisa. Até pode dizer-me que naquele momento não precisa de mim. E talvez nós os dois consigamos arranjar uma solução, que não nos custe tanto, que não nos magoe tanto. Aos dois. Se já não pudermos acreditar nas pessoas, o que é que nos sobra?
sábado, 23 de fevereiro de 2008
You're so vain, you really think this song is about you, don't you?
Fiquei muito desiludida com o principezinho. O principezinho não é um livro inofensivo, no principezinho há mortes, sabiam? Não sei porque é que me deixei enganar com um livro para crianças. É importante sabermos que o amor da rosa existia mesmo que ela não o soubesse demonstrar, foi importante para o principezinho descobrir isso. Foi importante para o principezinho descobrir que a rosa dele era única, que a visão de um jardim cheio de rosas não o fez sentir melhor porque nenhuma daquelas era a rosa dele. Nenhuma delas tinha sido regada e cuidada por ele e era isso que fazia da rosa dele uma rosa tão importante. Foi a raposa que ensinou isso ao principezinho. Que todos os homens são iguais, todas as raposas e todas as rosas são iguais, mas se há uma raposa que cativa um principezinho e um principezinho que cativa uma raposa, então o menino deixa de ser só um menino e a raposa deixa de ser só uma raposa, passam a ser únicos um para o outro. E também lhe ensinou que o mais importante vê-se com o coração. E a serpente não o enviou para casa. A serpente matou-o. Ele próprio disse que as serpentes eram más, que mordiam sem mais nem menos, só porque lhes apetecia. Mesmo que só tivessem veneno para morder uma vez. A serpente matou-o. O principezinho é uma história tão triste. Do princípio ao fim. Um menino que foge de uma flor porque pensa que a flor exige demais e não dá nada em troca, para depois descobrir que a flor lhe perfumava o planeta e que, como a flor o tinha cativado, a flor era única para ele. E a serpente matou-o. Ele confiou na serpente.


