Eventualmente deixa de ter graça. O jogo tem o seu interesse durante um tempo, mas eventualmente acaba por cansar. Pelo menos a mim. Aguento ser o gato se puder ser o rato de vez em quando. Só assim consigo continuar a brincar. Caso contrário perco a vontade, o interesse, a pica e qualquer outro sentimento que me faça andar em frente e continuar a andar para a frente. Não remo contra a maré e muito menos remo sozinha. Tenho paciência para esperar para ver, mas sou impaciente o suficiente para largar antes de acabar. Não que queira saber se tem fim antes de começar. Mas gosto de ver pelo menos dois passos à frente. Começo pela expectativa, passo para a ansiedade e depois disso começa a doer. E quando dói, faço o que faço sempre. Começo a empurrar para um canto e cada vez dói menos. Cada vez importa menos. Sou levada durante um tempo na estratégia de dar só o que é preciso e voltar quando isso acabar. Mas eventualmente apercebo-me. E tenho que admitir que não gosto. Revela preguiça, falta de interesse real ou erros de medição de valor pessoal. Não tenho paciência para ficar e descobrir qual é o caso. Estive a pensar se posso estar chateada. Talvez possa, mas não estou. Mas acho que estou no meu direito de estar um bocado desiludida.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Foolish Games
Eventualmente deixa de ter graça. O jogo tem o seu interesse durante um tempo, mas eventualmente acaba por cansar. Pelo menos a mim. Aguento ser o gato se puder ser o rato de vez em quando. Só assim consigo continuar a brincar. Caso contrário perco a vontade, o interesse, a pica e qualquer outro sentimento que me faça andar em frente e continuar a andar para a frente. Não remo contra a maré e muito menos remo sozinha. Tenho paciência para esperar para ver, mas sou impaciente o suficiente para largar antes de acabar. Não que queira saber se tem fim antes de começar. Mas gosto de ver pelo menos dois passos à frente. Começo pela expectativa, passo para a ansiedade e depois disso começa a doer. E quando dói, faço o que faço sempre. Começo a empurrar para um canto e cada vez dói menos. Cada vez importa menos. Sou levada durante um tempo na estratégia de dar só o que é preciso e voltar quando isso acabar. Mas eventualmente apercebo-me. E tenho que admitir que não gosto. Revela preguiça, falta de interesse real ou erros de medição de valor pessoal. Não tenho paciência para ficar e descobrir qual é o caso. Estive a pensar se posso estar chateada. Talvez possa, mas não estou. Mas acho que estou no meu direito de estar um bocado desiludida.
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