terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sei que estou a doer por dentro quando...

... tenho a folha de excel aberta e não me apetece fazer-lhe nada.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Nice girls never finish

Aqui vai o motivo (óbvio) por ter copiado o post de outra pessoa...


Isto é um tributo às boas raparigas. As boas raparigas que nunca deixam de ser só amigas, que aguentam horas de queixas sobre como as mulheres são fúteis, quando nem sequer concordamos com isso. Isto é dedicado aquelas mulheres que estão sempre prontas para ouvir e que se controlam na hora de falar. Aquelas mulheres que aguentam horas a falar de outras mulheres claramente menos giras/espertas/bonitas/engraçadas/sexys que elas próprias. Aquelas mulheres que não são os alvos de elogios porque o decote não é grande o suficiente nem a saia pequena o suficiente. Isto é em honra das mulheres de mente aberta, sempre numa boa, com preocupações honestas. Isto é em honra das mulheres que respeitam todas as facetas de um homem, desda a sua privacidade, passando pelo clube de futebol até à (às vezes bem duvidosa) sua maneira de se vestir.

Isto é para as mulheres que aceitam convites do seu amigo para sair, para chegarem à conclusão que só foram para lhes fazer companhia a aturar as amigas bebâdas dele. Isto é paras a mulheres que têm que se proteger a si próprias em bares porque o seu amigo está a tomar conta das amigas meias despidas dele. Isto é para as mulheres que se vestem bem, que se portam bem, que falam bem, que escrevem bem, que não bebem e que têm conversas interessantes, mas que vivem no mundo em que quem ganha é quem se veste pouco, que se porta mal, que só precisa de saber dizer "pão", que escreve mensagens com 'k's e com 'x's, que bebe até perder a consciência e que só sabe falar de si própria. Para as mulheres que são chamadas de "boas para namorada" mas que nunca o chegam a ser, para todas as boas raparigas que são desvalorizadas, desprezadas e desdenhadas, para todas as boas raparigas que são manipuladas, maltratadas e injustamente abandonadas, isto é para vocês.

Isto é pela vez que esperam horas por um telefonema que não chegou porque ele estava ao telefone a resolver uma crise de adolescência de outra. Isto é pela vez que quando ele finalmente teve tempo de estar contigo, passou duas horas a falar sobre os problemas com homens de outra pessoa. E mesmo que aches que a outra é parva e que vai voltar para o mesmo paspalho outra vez, dizes ao teu amigo que ela vai abrir os olhos e perceber o erro que está a cometer. Isto é pela vez que o ouviste dizer que a outra era criança, fútil, parva e imatura, apenas para os encontrar juntos num jantar a que foste sozinha. Isto é pela vez que saiste a meio desse jantar porque ela se foi embora com uma birra qualquer e tu foste levá-lo a casa e conversar. Sobre ela. Porque és assim tão boa rapariga.

As boas raparigas raramente recebem o mérito que merecem. E pior ainda, as boas raparigas não recebem um terço da atenção que outras parecem ter. Eu gostava de ter uma explicação lógica para isto, mas não tenho. Pelo que observo e converso com as pessoas, a única conclusão a que consigo chegar é que os homens são parvos e gostam de ser maltratados. Muitos deles dizem que só queriam uma rapariga, mas quando lhes aparece uma dizem coisas absurdas como "ela é boa demais para mim" ou "é muita areia para o meu camião" ou "ela é melhor pessoa que eu" ou, a pior de todas "não quero estragar a nossa amizade". Mas mesmo assim continuam a queixar-se do tratamento que recebem pela mão das mulheres e esperam que as suas amigas boas raparigas sejam compreensivas e peçam desculpa pela estupidez de outras mulheres. Peço desculpa, minhas amigas, mas homens assim estão para lá da minha capacidade de compreensão. Não sei porque que existe uma diferença entre o que eles dizem ("O que eu queria era uma pessoa que me tratasse bem e com quem pudesse conversar") e o que fazem ("Agora vou sair com aquela gaja das mamas grandes que só sabe contar até 7").

A má notícia que tenho para vocês é que este fenómeno não tem fim. Nós fechamos o ciclo. Os maus rapazes dormem com as más raparigas. As más raparigas dorme com os maus rapazes e quando eles se cansam delas, viram-se para o bom rapaz que está sempre ali para elas. Os bons rapazes esperam pelas más raparigas e se elas nunca se virarem para eles, viram-se para a boa rapariga que está sempre ali para eles. As boas raparigas esperam pelos bons rapazes. As boas raparigas são as únicas que correm o risco de ficar sozinhas.

"Nice guys finish last"

Há uns tempos um "nice guy" amigo meu mostrou-me este post num blog. Blog esse que, infelizmente, de momento se encontra encerrado, por isso tomei a liberdade de copiar para aqui o post e cometi a arrogância de o traduzir...

"Os bons rapazes são sempre os últimos"

"Isto é um tributo aos bons rapazes. Os bons rapazes que são os últimos, que nunca deixam de ser só amigos, que aguentam horas de queixinhas sobre como os homens são parvalhões, quando nem sequer concordam com isso. Isto é dedicado aqueles homens que têm sempre um ombro para oferecer, mas que se controlam quando têm vontade de abraçar, aqueles homens que seguram portas, que dão palmadinhas reconfortantes nas costas e que esperam pacientemente do lado de fora dos provadores das lojas de roupa. Isto é em honra daqueles homens que nunca se cansam de repetir como a sua amiga é gira/esperta/bonita/engraçada/sexy, no momento certo, porque eles sabem que as mulheres precisam deste tipo de apoio. Isto é em honra dos homens de mente aberta, sempre numa boa, com preocupações honestas. Isto é em honra dos homens que respeitam todas as facetas de uma mulher, desda a sua privacidade, passando pela sua fé até à maneira dela se vestir.

Isto é para os homens que levam as suas amigas bebâdas a casa e não se aproveitam delas, para os homens que acompanham as suas amigas a bares para afastar os bebâdos que se metem com elas, para os homens que sabem que uma mulher está à pesca de elogios, mas fazem-nos mesmo assim, para os homens que seguem as regras num jogo que favorece os batoteiros, para os homens que são chamados de "bons para namorado" mas, por algum motivo, nunca o chegam a ser, para todos os bons rapazes que são desvalorizados, desprezados e desdenhados, para todos os bons rapazes que são manipulados, maltratados e injustamente abandonados, isto é para vocês.

Isto é pela vez que ela deixou 40 mensagens urgentes no teu telefone e quando lhe ligaste, ela passou horas a dissecar duas frases que o namorado dela disse ao jantar. E mesmo que aches que o namorado dela é um grande palhaço, asseguras-lhe que está tudo bem e que ela não precisa de se preocupar. Isto é pela vez que ela interrompeu a maior matança que alguma vez tinhas conseguido no GTA3 para se queixar de um rumor que a ligava romanticamente a um tipo que ela despreza. E mesmo que penses que é uma coisa imatura de fazer e até nem tinhas nada contra o tipo, pausas o jogo durante duas horas e ajuda-la a conjecturar um "contra-rumor" para espalhar no escritório. Isto também é pela vez que ela não tinha companhia e te arrastou para uma festa onde não conhecias ninguém, a cerveja era uma porcaria e em que ela se meteu contigo a noite toda, mas sempre que alguém se metia com vocês, ela dizia "nós somos só amigos!". E mesmo que soubesses que foste convidado só para servir de enconsto, foste de qualquer maneira. Porque és assim tão bom rapaz.

Os bons rapazes raramente recebem mérito pelo que fazem. E pior ainda. O bom rapaz parece não conseguir ter sexo tantas vezes quanto devia. E eu gostava de ter uma explicação lógica para isto, mas não tenho. Pelo que observo e converso com as pessoas, a única conclusão a que consigo chegar é que a maior parte das mulheres são simplesmente ilógicas, manipuladores e umas cabras. Muitas delas dizem que só queriam um bom rapaz, mas quando lhes aparece um, dizem coisas irracionais e confusas como "ele é boa pessoa demais para mim" ou "dava um bom namorado mas não é para mim" ou "ele já atura tanta coisa de mim, que não lhe podia fazer isso" ou, a pior de todas "não quero estragar a nossa amizade". Mas mesmo assim, continuam a queixar-se da falta de homens no mundo e esperam que os seus amigos bons rapazes sejam compreensivos e peçam desculpa pelos homens que não valem nada. Peço desculpa, amigos, mas raparigas assim estão para lá da minha capacidade de compreensão. Não sei porquê que existe uma diferença entre o que elas dizem ("Quero uma pessoa que me trate bem") e o que elas fazem ("Agora vou sair com aquele parvalhão"). Mas há uma coisa que posso fazer, que é dizer que o fenómeno "bons-rapazes-ficam-em-último" não dura para sempre. Há muitas mulheres a quem isto já lhes passou e perceberam que deviam namorar com bons rapazes e não tê-los como garatindos. A parte difícil é encontrar essas mulheres e ainda mais difícil é encontrar as que ainda estão solteiras.

Por isso, enquanto não as encontramos, proponho um brinde a todos os bons rapazes. Vocês sabem quem são e vocês sabem que estão cansados de serem chamados de "bonzinhos". Mas a verdade é que o mundo precisa da vossa paciência na loja de roupa, que segurem a porta, a vossa companhia nas festas, a vossa capacidade de ser um pateta com um sorriso na cara. Por todas as coisas malucas, absurdas, estúpidas que vocês toleram, por todas as situações em que são o herói sem rosto e sem nome, meus caros, os meus parabéns e a minha gratidão. Vocês têm credebilidade nesta sociedade e a vossa mais que merecida recompensa está a caminho."

domingo, 13 de setembro de 2009

Just stay there

Sei que já não sentia este aperto há muito tempo. Há muitos anos. É o coração a avisar-me que me estou a agarrar a nada. Não me lembro da última vez que dei um passo tão em falso. E não me lembro da última vez que me senti assim só por ouvir cinco palavras. Não me lembro da última vez que quis largar tudo e correr. Sem olhar para trás. Quando o encanto acabasse preocupava-me com o mundo. Há muito tempo que uma coisa não me fazia sentido de uma maneira tão disparatada. E agora é altura de olhar para trás e ver que já tentei. Tentei com tanta força que quebrei o encanto. E este que vejo não é mais que um nevoeiro de enganos, desilusões recentes e dores presentes. Estou-me a deixar enganar de propósito. Para poder sentir este aperto outra vez. Há muitos anos que não me sentia tão viva. Há muito tempo que não me sentia tão eu. Lembrei-me agora de mim. Repeat item.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ainda estou a decidir

Tenho saudades da escola. Ou dos anos em que andei na escola. Ainda não sei bem. Ainda não me decidi. Não é porque tudo era mais fácil. Ou se calhar também é. Ainda não me decidi. Acho que é por andar na rua e sentir que já não conheço nada. Ainda não sei bem. É-me tudo tão familiar mas no fundo deixei de pertencer aqui. Mas também não pertenço a mais lado nenhum. Isso sei eu bem. Talvez me faça falta a sensação de entrar num mundo mais pequeno. Talvez me faça falta a sensação de entrar num mundo onde raramente perdia. Talvez me faça falta a sensação que as feridas que fiz tinham a vida toda para sarar. Talvez me faça falta a sensação de sentir que sou alguém mas podendo não ser nada também. Ainda não sei bem. Ainda não me decidi. Sei que já percebi que me faz falta ter pessoas na minha vida. Muitas. E acho que me faz falta não precisar de decidir se as pessoas são importantes para mim ou não. Queria que simplesmente existissem. Quando é que comecei a ser adulta? E como é que faço com que pare?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

It's hard to be humble when you're so funckin' big

Admito que devo uns quantos pedidos de desculpa. Tenho que admitir. Foram desculpas que fugi de pedir, situções que evitei enfrentar, umas superadas com o tempo, outras por resolver e algumas que, provavelmente, nunca mais vão voltar a ser o que eram. Foram decisões que tomei (ou que fugi para não tomar) e tenho pena. Porque foram decisões de fraqueza e por isso tenho muita pena. Custa-me olhar à volta e ver os ventos que semeei, tenho medo das tempestades que vou ter que colher. Mas não faz mal (faz mal só um bocadinho). Não faz mal porque sempre aprendo e vocês também me aprendem. Sou capaz de aguentar umas quantas pancadas, mas admito (tenho que admitir) que chega a uma altura que desisto e vou-me embora. E a partir daí já não faz mal (nem sequer um bocadinho). E acho que somos todos assim, por isso a ti, a ti que não pedi desculpa só tens que escolher se é só mais uma pancada ou se finalmente te dei a pancada. E nesse caso, manda-me embora e deixa-me estar porque já não te mereço. De qualquer modo deitamo-nos todos (uns com os outros) nas camas que fazemos. Somos seres de livre arbítrio e tenho o direito de arbitrar as desculpas que peço, as culpas que esqueço e as desculpas que passo. São decisões que estou a tomar com a consciência que terei que viver com elas. Espero saber o que estou a fazer e se não souber, admito que me fará crescer. Tenho que crescer.


Digo que há culpas que não são minhas. Tenho que dizer. São culpas que se não admitir, vão fazer com que muita coisa nunca mais volte a ser o que era. São decisões que estou a tomar e não tenho pena. Porque são decisões pensadas com tempo, por isso não posso ter pena nenhuma. Não fui eu que semeei os ventos e recuso-me a colher tempestades que não me pertencem. Aguentei muitas pancadas, mas admito (tenho que admitir) que a altura chegou em que tive de desistir e ir-me embora. E a partir de agora já não faz mal (nem sequer um bocadinho). E acho que somos todos assim, por isso a ti, a ti que não pedi desculpa só tens que perceber que não foi só mais uma pancada, finalmente deste-me a pancada. E por isso mandei-te embora e peço para me deixares estar porque já não me mereces. De qualquer modo deitamo-nos todos nas camas que fazemos. Somos seres de livre arbítrio e tenho o direito de arbitrar as desculpas que peço, as culpas que esqueço e as desculpas que passo. São decisões que estou a tomar com a consciência que terei que viver com elas. Sei o que estou a fazer. Tenho que saber.