sábado, 25 de novembro de 2006

Dói muito dizer que não

Como é que podes continuar a ser o amor da minha vida se deixei de te amar? Sim, foi isso que senti. Senti todo o vazio que arranjaste para mim. E nesse vazio não te consigo amar. Interessa-te que já não te ame? Não me parece. Tu também não sentiste nada, pois não? Só a velha familiaridade. Só a certeza de já saber tudo de cor. Só a certeza de tudo que já foi e que de tudo que não pode voltar a ser. Já te disse que já não te amo? Mas ainda amo tudo que fomos um para o outro. Tudo que demos um ao outro. Tudo que ficou por dar. Ainda choro por nós. Ainda nos amo. Ainda és o amor da minha vida. E não podia ser de outra maneira. Não podia ser de outra maneira depois da forma que te amei. Eu sei que não notaste e sei que nunca vais chegar a perceber o amor que tinha por ti. E esse é o preço mais alto que vou pagar. Mas o mundo avança, a vida avança e nos também temos que avançar. Não nos é permitido voltar para trás, não nos é permitido parar. Agora só me resta já não te amar.