Acredito que ainda há pessoas sérias. Acredito que ainda há pessoas que não falam sem pensar e acredito que se dizem certas coisas é porque acreditam nelas. Acredito que ainda se acredite no amor e que ainda há quem acredite que há uma pessoa certa para toda a gente e acredito que essas pessoas o que mais querem que tudo no mundo é encontrar a sua pessoa certa. Sendo assim, acredito que quando uma pessoa me disser que eu sou a mulher da sua vida, irá acreditar no que está a dizer. Acredito que quando essa pessoa falar comigo de filhos, casa, casamento, uma vida juntos; estará a falar a sério, não estará a falar da boca para fora. Por isso, nunca vai ser possível tudo isso desaparecer de um dia para o outro. Uma vida inteira juntos, a passada, a presente e a futura, como nós vamos ter, não irá desaparecer de um dia para o outro. Eu vou acreditar que essa pessoa acredita que sou a mulher da sua vida desde a primeira vez que me vir. Mas há algumas coisas que espero desta pessoa, esta pessoa que vou achar ser a certa para mim, que acho que me merece, que acho que me dará valor. Quando duas pessoas estão numa relação têm que aprender a fazer tudo juntas. As duas juntas arranjam os problemas e as duas juntas arranjam as soluções. As culpas deixam de ser só de uma pessoa porque já não se vive sozinho. Para o bem e para o mal. Essa pessoa não se poderá isolar quando as coisas correrem mal. Porque não é justo. Nem para mim, nem para ti. A culpa nunca vai ser só minha, mas mesmo que essa pessoa acredite que sim, vai dar-me oportunidade de me defender. No mínimo, vai dar-me a oportunidade de conversar. Porque essa pessoa não pode fugir a isso, porque passa a ser uma obrigação, a partir do momento em que decidirmos que vamos levar a relação a sério. Essa pessoa não vai poder deixar de atender o telefone, não vai poder deixar de responder às mensagens, não vai poder não ter paciência para falar. Não vai poder ir embora sem aviso e fechar-se no seu mundo. Não vai poder parar de pensar e de se preocupar comigo. Essa pessoa vai ter que se lembrar que me deixou sozinha com o sonho da Margarida, com o sonho do Rodrigo, com o sonho do vestido, com o sonho da quinta em Sintra, com o sonho de 125 m2 de sonhos. Com os nossos sonhos. Com sonhos que em tempos sonhámos juntos. Não vai poder simplesmente deixar de os sonhar e deixar-me sonhá-los sozinha. Por muito que lhe custe, por muito que lhe doa, por muito que lhe apeteça desaparecer, não o poderá fazer, vai ter que ficar. Mas vai poder sentar-se, desabafar, dizer o que lhe custa e o que o magoa e dizer-me de que precisa. Até pode dizer-me que naquele momento não precisa de mim. E talvez nós os dois consigamos arranjar uma solução, que não nos custe tanto, que não nos magoe tanto. Aos dois. Se já não pudermos acreditar nas pessoas, o que é que nos sobra?
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Patrocinada por uma bebida qualquer
Acredito que ainda há pessoas sérias. Acredito que ainda há pessoas que não falam sem pensar e acredito que se dizem certas coisas é porque acreditam nelas. Acredito que ainda se acredite no amor e que ainda há quem acredite que há uma pessoa certa para toda a gente e acredito que essas pessoas o que mais querem que tudo no mundo é encontrar a sua pessoa certa. Sendo assim, acredito que quando uma pessoa me disser que eu sou a mulher da sua vida, irá acreditar no que está a dizer. Acredito que quando essa pessoa falar comigo de filhos, casa, casamento, uma vida juntos; estará a falar a sério, não estará a falar da boca para fora. Por isso, nunca vai ser possível tudo isso desaparecer de um dia para o outro. Uma vida inteira juntos, a passada, a presente e a futura, como nós vamos ter, não irá desaparecer de um dia para o outro. Eu vou acreditar que essa pessoa acredita que sou a mulher da sua vida desde a primeira vez que me vir. Mas há algumas coisas que espero desta pessoa, esta pessoa que vou achar ser a certa para mim, que acho que me merece, que acho que me dará valor. Quando duas pessoas estão numa relação têm que aprender a fazer tudo juntas. As duas juntas arranjam os problemas e as duas juntas arranjam as soluções. As culpas deixam de ser só de uma pessoa porque já não se vive sozinho. Para o bem e para o mal. Essa pessoa não se poderá isolar quando as coisas correrem mal. Porque não é justo. Nem para mim, nem para ti. A culpa nunca vai ser só minha, mas mesmo que essa pessoa acredite que sim, vai dar-me oportunidade de me defender. No mínimo, vai dar-me a oportunidade de conversar. Porque essa pessoa não pode fugir a isso, porque passa a ser uma obrigação, a partir do momento em que decidirmos que vamos levar a relação a sério. Essa pessoa não vai poder deixar de atender o telefone, não vai poder deixar de responder às mensagens, não vai poder não ter paciência para falar. Não vai poder ir embora sem aviso e fechar-se no seu mundo. Não vai poder parar de pensar e de se preocupar comigo. Essa pessoa vai ter que se lembrar que me deixou sozinha com o sonho da Margarida, com o sonho do Rodrigo, com o sonho do vestido, com o sonho da quinta em Sintra, com o sonho de 125 m2 de sonhos. Com os nossos sonhos. Com sonhos que em tempos sonhámos juntos. Não vai poder simplesmente deixar de os sonhar e deixar-me sonhá-los sozinha. Por muito que lhe custe, por muito que lhe doa, por muito que lhe apeteça desaparecer, não o poderá fazer, vai ter que ficar. Mas vai poder sentar-se, desabafar, dizer o que lhe custa e o que o magoa e dizer-me de que precisa. Até pode dizer-me que naquele momento não precisa de mim. E talvez nós os dois consigamos arranjar uma solução, que não nos custe tanto, que não nos magoe tanto. Aos dois. Se já não pudermos acreditar nas pessoas, o que é que nos sobra?
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