Acho que nem sei bem. Acho que nem sei bem quem sou, ainda. Ainda não me sentei para decidir quem vou ser. Sei quem fui. Gosto de quem fui. Sei o que sou agora, mesmo não sabendo quem sou e mesmo sabendo que é saber isso que me vai levar a saber o que vou ser. Não fui muito esperta nesse aspecto e agora não sei porquê, não consigo parar de pensar em ti. Vamos viver felizes para sempre, o que te parece? Esperas uns minutos e eu já decido quem quero ser. Esperas uns segundos e eu já sei o que quero ser. Mesmo que não haja pressa nenhuma, mesmo que possamos perder muito tempo a perder tempo a pensar em tudo e a ter o cuidado de não pensar em nada e a nada fazer. Mesmo assim vamos ser felizes para sempre, está bem? Esperas uns dias e eu vou ter contigo, ou então vem tu ter comigo porque a verdade é que onde estamos não interessa, interessa que queremos aqui estar, aí estar ou estar lá. Isso não interessa mesmo nada, a não ser que vamos ser felizes para sempre, não é? Não te preocupes com a desgraça que sou neste momento, não te preocupes com a loucura que vivo neste momento, não queiras saber do que não fiz com a minha vida. Esperas uns meses e tudo isso passou, esperas uns anos e já ninguém terá memória disso, nem eu nem tu, nem mais ninguém que interesse, porque, em boa verdade, ninguém mais interessa. A verdade é que vamos ser felizes para sempre, certo? Por isso estou aqui, aí ou lá, os anos que forem precisos até tu perceberes, até olhares para mim, não assim, como estás a olhar agora (como acho que estás a olhar), mas para olhares e veres aquilo que vou ser, porque já o sou. Vamos ser felizes para sempre e não se fala mais nisso.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Catching up
Acho que nem sei bem. Acho que nem sei bem quem sou, ainda. Ainda não me sentei para decidir quem vou ser. Sei quem fui. Gosto de quem fui. Sei o que sou agora, mesmo não sabendo quem sou e mesmo sabendo que é saber isso que me vai levar a saber o que vou ser. Não fui muito amiga, já fui mais amiga, não sou assim tão tua amiga, mas gosto de ti. Acho eu. Não se gosta por imposição e mesmo da nossa família gostamos só se quisermos, por isso não me condenes por às vezes não gostar de ti. Porquê? Por tanta coisa. Por tudo que te ensinei e por te ter deixado passar-me à frente mesmo assim. Sim, passaste-me à frente. Não vês? Não vês onde estás, tudo que realizaste? Tenho tanto orgulho em ti que isso me faz não gostar de ti. Nem um bocadinho. Bom, talvez um bocadinho. Mas a verdade é que falamos de maneiras diferentes e falamos de coisas tão diferentes que se torna talvez um bocadinho insuportável falar contigo e estar contigo. Não me leves a mal, gosto muito de ti, mas não gosto de ti nem um bocadinho. Mas só durante este bocadinho.
Assinar:
Postagens (Atom)
