Sempre achei que, nesta vida, haviam coisas que durariam para sempre. Mas, mais que isso, sempre achei que a nossa amizade duraria para sempre. Era o facto de a nossa amizade existir e ser tão segura que me fazia acreditar que há coisas que estão destinadas à eternidade. Era isso que me fazia acreditar que tinha que existir também um amor assim. E quando acordei um dia e tu já não estavas, não pude deixar de pensar que se a nossa amizade não tinha durado para sempre, mais nada podia durar. Na verdade, acho que deixei mesmo de acreditar um bocadinho no amor. Apesar de ser uma romântica e uma apaixonada incurável eu sabia que a paixão, o amor, o afecto, tinham um prazo para expirar. Eu sabia que não iam ficar para sempre. Eu sabia que acabariam por se ir embora. Como tu foste. Se eu não te tinha conseguido manter, se eu não te tinha conseguido guardar para mim, eu sabia que seria incapaz de guardar o que quer que fosse. E acho que não podia ter mais razão. Perco tudo. Mando tudo embora. Mas a vida tem um gosto especial em pregar-nos partidas e mostrar-nos que não sabemos nada. E pôs-te outra vez no meu caminho. Como se estivesse a dizer "Achavas que podia ser de outra maneira?". Acho que não. Acho que não podia ser de outra maneira. Porque senão havia certas coisas que não podiam fazer sentido. Como a expressão "melhor amiga". Expressão que sempre me recusei usar com qualquer outra pessoa. Tenho grandes amigas e amigos, sem dúvida. Pessoas que são o mundo para mim. Mas não posso olhar para trás, ver o que nós tínhamos, ver o que nós contruimos, ver-nos a nós e pensar que não és diferente. E pensar que não somos diferentes. É bom voltar a acreditar que há coisas que duram para sempre. E é ainda melhor acreditar que eu possa merecer isso. Podia ser de outra maneira?
quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
The right stuff
Sempre achei que, nesta vida, haviam coisas que durariam para sempre. Mas, mais que isso, sempre achei que a nossa amizade duraria para sempre. Era o facto de a nossa amizade existir e ser tão segura que me fazia acreditar que há coisas que estão destinadas à eternidade. Era isso que me fazia acreditar que tinha que existir também um amor assim. E quando acordei um dia e tu já não estavas, não pude deixar de pensar que se a nossa amizade não tinha durado para sempre, mais nada podia durar. Na verdade, acho que deixei mesmo de acreditar um bocadinho no amor. Apesar de ser uma romântica e uma apaixonada incurável eu sabia que a paixão, o amor, o afecto, tinham um prazo para expirar. Eu sabia que não iam ficar para sempre. Eu sabia que acabariam por se ir embora. Como tu foste. Se eu não te tinha conseguido manter, se eu não te tinha conseguido guardar para mim, eu sabia que seria incapaz de guardar o que quer que fosse. E acho que não podia ter mais razão. Perco tudo. Mando tudo embora. Mas a vida tem um gosto especial em pregar-nos partidas e mostrar-nos que não sabemos nada. E pôs-te outra vez no meu caminho. Como se estivesse a dizer "Achavas que podia ser de outra maneira?". Acho que não. Acho que não podia ser de outra maneira. Porque senão havia certas coisas que não podiam fazer sentido. Como a expressão "melhor amiga". Expressão que sempre me recusei usar com qualquer outra pessoa. Tenho grandes amigas e amigos, sem dúvida. Pessoas que são o mundo para mim. Mas não posso olhar para trás, ver o que nós tínhamos, ver o que nós contruimos, ver-nos a nós e pensar que não és diferente. E pensar que não somos diferentes. É bom voltar a acreditar que há coisas que duram para sempre. E é ainda melhor acreditar que eu possa merecer isso. Podia ser de outra maneira?
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Nota(s) mental(es)
1. A honestidade não é a melhor coisa do mundo.
2. A honestidade é muito bonita em teoria mas na prática não funciona.
3. Dizer tudo que te passa na cabeça não é ser honesta, é ser estúpida.
4. A honestidade vai trazer-te o dobro dos problemas que tinhas antes de abrires a boca. Neste caso em particular, o dobro de nada não é nada.
5. Quando alguém te disser que gostava que fosses honesta, não acredites! As pessoa não fazem a mínima ideia do que querem.
6. Mesmo que penses que sabes o que uma pessoa quer, ignora. Em metade dos casos as pessoas agem contrariamente às suas vontades (diz que enrijece...) e na outra metade as pessoas não fazem a mínima ideia do que querem.
7. Nunca digas a ninguém que sabes o que queres e o que não queres. Ninguém gostas de espertinhos que sabem tudo.
8. Nunca digas a ninguém que sabes o que essa pessoa que e o que não quer. Vais confundi-la. Ela não faz a mínima ideia do que quer.
9. Pára de pensar que sabes o que queres, o que não queres, o que os outros querem e o que os outros não querem. Mesmo que saibas, não te vai servir de nada.
10. A ignorância é uma bênção. A tua e a dos outros.
Conclusão (óbvia, por sinal): dez coisas muito simples que podias ter em mente em certas alturas em que te achas iluminada. Dez coisas simples e neste momento podias escrever o post que realmente querias escrever. Pensa nisso. Mas pensa com a boca fechada, sim?
2. A honestidade é muito bonita em teoria mas na prática não funciona.
3. Dizer tudo que te passa na cabeça não é ser honesta, é ser estúpida.
4. A honestidade vai trazer-te o dobro dos problemas que tinhas antes de abrires a boca. Neste caso em particular, o dobro de nada não é nada.
5. Quando alguém te disser que gostava que fosses honesta, não acredites! As pessoa não fazem a mínima ideia do que querem.
6. Mesmo que penses que sabes o que uma pessoa quer, ignora. Em metade dos casos as pessoas agem contrariamente às suas vontades (diz que enrijece...) e na outra metade as pessoas não fazem a mínima ideia do que querem.
7. Nunca digas a ninguém que sabes o que queres e o que não queres. Ninguém gostas de espertinhos que sabem tudo.
8. Nunca digas a ninguém que sabes o que essa pessoa que e o que não quer. Vais confundi-la. Ela não faz a mínima ideia do que quer.
9. Pára de pensar que sabes o que queres, o que não queres, o que os outros querem e o que os outros não querem. Mesmo que saibas, não te vai servir de nada.
10. A ignorância é uma bênção. A tua e a dos outros.
Conclusão (óbvia, por sinal): dez coisas muito simples que podias ter em mente em certas alturas em que te achas iluminada. Dez coisas simples e neste momento podias escrever o post que realmente querias escrever. Pensa nisso. Mas pensa com a boca fechada, sim?
sábado, 16 de dezembro de 2006
Guess I missed your smile
Dizem que a maternidade é uma bênção, que altera por completo a vida de uma pessoa e eu concordo plenamente. Mas ser tia (sim, ponderei por momentos escrever "tiedade...") também é qualquer coisa de extraordinário. E eu não sabia. Mas o meu sobrinho, aquela pirralho que a única coisa que sabe fazer bem é borrar-se até às costas, mostrou-me uma nova luz. Não é porque ele é lindo, fofo ou outra treta qualquer. Isso são todos os bebés. É porque és meu. É porque quando me mandam falar contigo, como eu sei que tu não entendes uma palavra do que eu digo, começo a recitar coisas que sei de cor (teoria da relatividade, como fazer um root-locus, trânsito de energia numa rede eléctrica...) e tu respondes-me com o mais largo dos sorrisos. É porque quando me vês por perto e estás cheio de sono, começas a berrar porque sabes que te vou pegar ao colo e levar-te a passear pela sala até adormeceres, porque não tenho paciência para te ouvir e vou contigo até à China, se for preciso. É porque eu sou a primeira a adormecer quando devia estar a adormecer-te, mas quando acordo vejo que também adormeceste, porque te sentiste em segurança, mesmo comigo a dormir. É porque sinto a tua falta, mesmo quando não estou a pensar em ti. Hoje fui buscar-te ao aeroporto. Meu Deus, o aperto que senti quando te vi. Um aperto chamado amor incondicional. Abracei-te até me doerem os braços e senti-me feliz até me doer a cara de sorrir. Promete-me que vais saber sempre quem sou, o que sou para ti e o que és para mim. Promete-me que nunca te vais esquecer de mim enquanto cresces, enquanto te tornas tu. Promete-me que me vais amar sempre, que vais saber sempre que te amo muito. Promete-me que vais pensar muito em mim, com muito carinho. Promete-me que nunca me vais deixar num canto da tua lembrança. É que sabes... nem sempre vou estar por perto. E sabes... isso magoa-me muito.
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
Se calhar até estou um bocadinho triste...
O que é que nos faz perder a esperança? Perder a esperança em nós, nos outros, no amor, no futuro, no mundo. O que nos faz desistir de tudo, baixar os braços, virar as costas à luta e simplesmente deixar andar? Quando é que decidimos que não vale a pena, que nada vale a pena? O que nos faz pensar que perdemos o encanto? O que nos faz pensar que já não há quem nos possa encantar? O que nos leva a olhar para a frente e não ver razão para caminhar para lá? O que nos leva a olhar para trás e não ver o bom, achar sempre que foi tudo mau? O que se passa que no fim do dia parecemos esgotados, mesmo que o dia não tenha sido esgotante? O que nos faz pensar que já fomos muito capazes, mas que agora já perdemos as capacidades? Porque é que pensamos que seguramente o amor da nossa vida está numa das nossas relações fracassadas? Porque é que achamos que nunca mais aparece alguém? Quando é que começamos a achar que nunca mais vai aparecer ninguém? Quando é que perdemos a esperança? E se a perdermos, podemos voltar a encontrá-la?
Não devia escrever quando estou com esta disposição.
Não devia escrever quando estou com esta disposição.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
O sítio onde nunca estive
Vinha no caminho para casa a pensar que queria escrever um post sobre o amor. Aquele amor que nos apanha distraídos, vai contra nós, atira-nos ao chão e nos deixa sem respirar. Aquele amor que não conseguimos evitar, não podemos evitar e, acabamos por descobrir, nunca quisemos evitar. Mas, ainda antes de chegar a casa, cheguei à conclusão que era impossível escrever esse post. É impossível escrever sobre uma coisa que não tenho em mim, sobre uma coisa que não estou a sentir. O que tem a sua graça, porque eu sou uma pessoa muito apaixonada, muito emotiva. Amo ou odeio, tenho dificuldade em encontrar-me no meio termo. E, por algum motivo, não sei se é protecção, não sei se é preguiça, não sei se é desanimo, dei por mim exactamente aí. Não odeio o meu passado, não amo o meu futuro. Mas qual futuro? Estou a fazer uma coisa que nunca fiz. Estou a olhar para um futuro que não está lá. E não estou a fazer nada para o ter. Sei o que quero, sei o que não quero, mas não faço nada. Deixo as coisas correrem. Não corto com o que não quero, limito-me a não pensar muito nisso, limito-me a fingir que não está lá. E no fim do dia reparo que mais um dia passou sem o meu passado estar presente. Deixo as coisas correrem. Não me agarro ao que quero, porque não posso, porque o que quero não está ao meu alcance, limito-me a conformar-me com isso, limito-te a fingir que não quero. E no fim do dia reparo que o que quero esteve no meu presente, mas continua sem estar no meu futuro. Não sei se mudei, não sei se cresci, não sei se perdi a capacidade de estar apaixonada. Só sei que as coisas estão diferentes em mim. Sei que me sinto mais equilibrada, que fica mais difícil tropeçar. Porque tudo, o bom e o mau, tem menos importância. Não os deixo entrar na minha vida. Por enquanto vou-me deixar ficar assim. Vou contentar-me em deixar o carinho no olhar que ninguém vê, em deixar o toque num gesto que não fiz. Por enquanto é quanto basta. Afinal acabei por escrever um post sobre o amor. Aquele amor que vemos chegar, que nos pede licença para entrar, que nos levanta do chão e que nos ajuda a respirar. Aquele amor que devia estar sempre presente, no passado e no futuro. Acabei por me amar a mim.
domingo, 10 de dezembro de 2006
Cada traço, cada sombra, cada silêncio
Houve um dia qualquer que bati com a cabeça na mesa de cabeceira ao acordar e decidi que a melhor maneira de lidar com a natureza complicada das pessoas era sabê-las de cor. E tornei-me tão boa nisso que às vezes me chego a assustar com o tanto que sei de pessoas que conheço tão pouco. E se eu alguma vez pensei que isso me ia ajudar não podia estar mais enganada. Se dói quando nos dizem que não, dói ainda mais quando nos dizem que não mas nós estamos a ver que sim. E quando chegamos ao extremo de conhecer uma pessoa tão bem como ela própria, muitas vezes corremos o risco de vermos coisas nela mesmo antes dessa pessoa se aperceber. É um sentimento de impotência que não consigo descrever. Ver o caminho com clareza mas não poder pegar na mão para guiar. Eu não estou a ser pretensiosa. O que faço não é muito difícil. Na verdade, ficar a conhecer bem uma pessoa é uma coisa muito fácil. No meu caso passou mesmo a ser automático. Não consigo começar a conhecer uma pessoa sem ceder ao desejo de a saber de cor. Começa-se por coisas pequenas. A maneira como mexe no cabelo. O tique nervoso de bater com a caneta no papel enquanto pensa. Uma marca escondida. A maneira como fala de certas coisas. A maneira como reaje a certas situações. E, de repente, dou por mim a antecipar frases, a antecipar reacções. E a ficar espantada por acertar. Mas tudo isto não faz das pessoas menos complicadas. Não faz as pessoas mais fáceis de perceber. Só me deixa mais confusa ao vê-las tão contrárias ao que sentem. Só me deixa mais triste porque o gesto que corresponde ao olhar que me prendeu nunca vai chegar.
quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
Pormenores ou coisas maiores
Acabei de fugir do mundo. Queria estar sozinha, queria ir para casa. Mas quando cheguei a casa, e vi montes de lugares de carros vazios, porque foi toda a gente passar o fim de semana a qualquer lado, percebi que o que eu queria era sentir-me em casa. Queria ouvir a voz do meu pai a ralhar comigo porque passo muito tempo no computador e devia estar a pesquisar coisas para o meu futuro, queria ir até ao quarto e ver a minha mãe a ver a novela, queria deitar-me às três da manhã no colchão no chão do quarto dos meus pais, queria apertar o meu sobrinho com força... Queria estar em casa. Queria sentir o calor de tudo que faz parte de uma vida. Queria esquecer o frio que faz cá dentro. Nem que fosse só por um bocadinho. Só por esta noite. Acho que hoje dei muito de mim. Por isso me sinto assim tão vazia. Porque não sei parar de dar. Dou até dar também a força que me estava a aguentar. E depois não tenho onde me apoiar. Só queria um gestozinho. Um "gostamos de te ter aqui". Não se pode ter tudo, não é? Devia saber que quando uma coisa exige muito esforço de mim é porque estou a forçar alguma coisa, estou a esticar a corda. Sabes o que queria que visses quando olhas para mim? A minha independência, a minha inteligência, a minha graça, a minha garra. E o meu cachecol cor-de-rosa.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
A coisa mais bonita que me aconteceu hoje
Foi uma paixão descoberta sem querer. Não foi bem descoberta. Foi daquelas coisas que se atiram contra nós quando estamos a olhar para o outro lado. E o que torna tudo mais espantoso é que não a ouvi, pela primeira vez, nesta versão. E de todas as versões que havia na net, esta foi a primeira que me caiu nas mãos. Nem sequer é a versão original, essa tem só instrumentos de cordas. Mas foi paixão à primeira vista. Foi um clickão, digamos assim. E estou de tal maneira apaixonada que, agora que acabei o relatório de máquinas (depois de ter inventado uns quantos valores para umas certas correntes...), em vez de ir dormir, já que amanhã tenho que acordar pornograficamente cedo, tive que vir partilhar com o mundo (que é como quem diz com a meia dúzia de pessoas que se dá ao trabalho de ler isto, sendo que metade dessas são obrigadas) a minha paixão. Ouçam até ao fim, pode ser que sintam um bocadinho do que eu sinto. Porque é que estou apaixonada? Não sei. Não se escolhe quando nos vamos apaixonar. Acontece e pronto.Solo de piano de Bach em Ré Maior da música "Kanon" de Johann Pachelbel
Curiosidade:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Johann_Pachelbel
terça-feira, 5 de dezembro de 2006
Antes de avançar, escute. Não vai ser preciso olhar.
Hoje estou aqui para falar do click. Tudo, nesta vida, faz click. Até me atreveria a dizer que tudo depende do click. Eu sou apologista do sim ou não, não do talvez; do preto ou do branco, não do cinzento. Ou ainda, como já aqui disse, de um mundo binário (quando uma piada não resulta, não devia ser repetida...). E o que separa o zero do um é, nem mais nem menos, que o click. Não percebo diagramas de Nyquist (zero) - click - Percebo diagramas de Nyquist (um). Não consigo servir no ténis (zero) - click - É raro falhar um serviço no ténis (um). Sem falar nos clicks óbvios, aqueles que se sentem quando achamos piada a alguém. Se acreditarmos na sua existência, se tivermos bem atentos, é muito difícil falhar um click. Se estivemos a nadar em águas turvas e de repente vemos tudo com clareza, algures pelo meio houve um click, não tem nada que saber. Hoje estou aqui não só para falar do click, mas para falar de um click em especial. O fim de uma relação é uma coisa muito dura. Parece que o click nunca mais vem, parece que aquela pessoa nunca mais vai deixar de mexer connosco. Mas não pode ser assim, senão é impossível seguir em frente. Uma pessoa não pode ser importante para nós para sempre. Uma relação e os momentos que ela nos proporcionou, sim. Mas só conseguimos ver essa diferença depois do click. Antes do click sempre que nos lembramos dessa pessoa, ou sempre que a vemos, ficamos sempre na dúvida. Sentimos a pessoa longe, sentimo-nos longe mas ainda se sente qualquer coisa. O nosso estômago ainda sente necessidade de efectuar malabarismos. E dói tanto... Depois do click sentimos exactamente a mesma coisa. Mas sentimos mais uma coisa. Sentimos que já passou, que já acabou. E já não dói tanto. E conseguimos ver claramente que, por muito bom que tenha sido, nunca mais vai voltar a ser. E isso sim, dói pra caraças! Porque a perda dói sempre. Não estou a falar de perder a pessoa, estou a falar de perder a intimidade, a felicidade, a paixão. Estou a falar de perder os sentimentos. Se deixamos de gostar devia deixar de doer, não é? Pois eu digo que enquanto não chorarmos pela perda da relação é porque ainda andamos a chorar a perda da pessoa. É porque ainda não houve o click. Eu andava, ansiosamente, à espera do meu click. Houve vezes em que me pareceu que o tinha sentido, mas passado um bocado tornava-se claro que estava errada. Até que ele chegou na única altura em que não estava à espera dele (e não é sempre assim?). Apanhou-me quando eu esperava ainda amar muito, quando pensava que ainda podia amar mais. E, de repente, click.
Assinar:
Postagens (Atom)
