Dizem que a maternidade é uma bênção, que altera por completo a vida de uma pessoa e eu concordo plenamente. Mas ser tia (sim, ponderei por momentos escrever "tiedade...") também é qualquer coisa de extraordinário. E eu não sabia. Mas o meu sobrinho, aquela pirralho que a única coisa que sabe fazer bem é borrar-se até às costas, mostrou-me uma nova luz. Não é porque ele é lindo, fofo ou outra treta qualquer. Isso são todos os bebés. É porque és meu. É porque quando me mandam falar contigo, como eu sei que tu não entendes uma palavra do que eu digo, começo a recitar coisas que sei de cor (teoria da relatividade, como fazer um root-locus, trânsito de energia numa rede eléctrica...) e tu respondes-me com o mais largo dos sorrisos. É porque quando me vês por perto e estás cheio de sono, começas a berrar porque sabes que te vou pegar ao colo e levar-te a passear pela sala até adormeceres, porque não tenho paciência para te ouvir e vou contigo até à China, se for preciso. É porque eu sou a primeira a adormecer quando devia estar a adormecer-te, mas quando acordo vejo que também adormeceste, porque te sentiste em segurança, mesmo comigo a dormir. É porque sinto a tua falta, mesmo quando não estou a pensar em ti. Hoje fui buscar-te ao aeroporto. Meu Deus, o aperto que senti quando te vi. Um aperto chamado amor incondicional. Abracei-te até me doerem os braços e senti-me feliz até me doer a cara de sorrir. Promete-me que vais saber sempre quem sou, o que sou para ti e o que és para mim. Promete-me que nunca te vais esquecer de mim enquanto cresces, enquanto te tornas tu. Promete-me que me vais amar sempre, que vais saber sempre que te amo muito. Promete-me que vais pensar muito em mim, com muito carinho. Promete-me que nunca me vais deixar num canto da tua lembrança. É que sabes... nem sempre vou estar por perto. E sabes... isso magoa-me muito.
sábado, 16 de dezembro de 2006
Guess I missed your smile
Dizem que a maternidade é uma bênção, que altera por completo a vida de uma pessoa e eu concordo plenamente. Mas ser tia (sim, ponderei por momentos escrever "tiedade...") também é qualquer coisa de extraordinário. E eu não sabia. Mas o meu sobrinho, aquela pirralho que a única coisa que sabe fazer bem é borrar-se até às costas, mostrou-me uma nova luz. Não é porque ele é lindo, fofo ou outra treta qualquer. Isso são todos os bebés. É porque és meu. É porque quando me mandam falar contigo, como eu sei que tu não entendes uma palavra do que eu digo, começo a recitar coisas que sei de cor (teoria da relatividade, como fazer um root-locus, trânsito de energia numa rede eléctrica...) e tu respondes-me com o mais largo dos sorrisos. É porque quando me vês por perto e estás cheio de sono, começas a berrar porque sabes que te vou pegar ao colo e levar-te a passear pela sala até adormeceres, porque não tenho paciência para te ouvir e vou contigo até à China, se for preciso. É porque eu sou a primeira a adormecer quando devia estar a adormecer-te, mas quando acordo vejo que também adormeceste, porque te sentiste em segurança, mesmo comigo a dormir. É porque sinto a tua falta, mesmo quando não estou a pensar em ti. Hoje fui buscar-te ao aeroporto. Meu Deus, o aperto que senti quando te vi. Um aperto chamado amor incondicional. Abracei-te até me doerem os braços e senti-me feliz até me doer a cara de sorrir. Promete-me que vais saber sempre quem sou, o que sou para ti e o que és para mim. Promete-me que nunca te vais esquecer de mim enquanto cresces, enquanto te tornas tu. Promete-me que me vais amar sempre, que vais saber sempre que te amo muito. Promete-me que vais pensar muito em mim, com muito carinho. Promete-me que nunca me vais deixar num canto da tua lembrança. É que sabes... nem sempre vou estar por perto. E sabes... isso magoa-me muito.
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