quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Nobody knows it, but you've got a secret smile and you use it only for me
Nada como a morte para nos dar um bocadinho de perspectiva. Nada como termos que procurar a roupa mais escura. Nada como não saber o que dizer, o que sentir, o que fazer. Nada como a morte para nos fazer ver as coisas de outra maneira. Para nos fazer ver que se não acreditamos até agora não é agora que vamos passar a acreditar e a verdade é que parece cada vez mais absurdo. As pessoas morrem e não vão para lado nenhum. Morrem e pronto. A sua essência (recuso-me a chamar-lhe alma) desaparece para sempre e o seu corpo vai desaparecendo. Para sempre. Nada como a morte para nos fazer perguntar o que é que é realmente importante. Não que precise dela para saber o que é realmente importante, o que me falta realmente e o que simplesmente me faz falta. Nada como a morte para sentirmos uma perda real, uma perda a sério, uma perda sem ganho para ninguém. Dá-nos um bocadinho de perspectiva.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Be careful with what you wish for, because you just might get it all
Acho que não interessa muito quem nos vai ler. Bem, claro que interessa. Mas às vezes temos que mudar as coisas que nos interessam. Mesmo que em certas alturas nos pareça que não há nada mais importante e que foi tão especial que a sua importância fugiu ao nosso controlo. As pessoas, os sentimentos, as coisas que se viveu são importantes e especiais apenas se quisermos que o sejam e enquanto assim quisermos que seja. Somos nós que fazemos o nosso destino. Somos nós que escolhemos o que queremos ser. Se deixarmos de acreditar nisso passamos a ser apenas mais um que se deixa levar pela corrente e que culpa quem e o que pode por tudo que não é. E não há nada mais triste que isso. Não há nada mais triste que dizer que as coisas são assim porque não há nada que se pudesse fazer. Há sempre pelo que lutar. Lutamos uma vez e perdemos. Lutamos duas vezes e perdemos. Lutamos três vezes e perdemos. Mas havemos de ganhar eventualmente. E vai-nos saber tão bem. Lutar faz-nos sentir vivos apenas porque lutar é viver e nada mais que isso. Por isso lutemos. Lutemos pela felicidade que merecemos e não esperemos pela felicidade que nos está destinada. Vamos pegar na caneta do destino e não vamos deixar que ele escreva direito por linhas tortas. Quem é ele para saber melhor do que nós o que queremos e o que nos vai fazer sentir completos? Vamos deixar que ele se preocupe com os que não têm força para lutar pelo que acham que lhes pertence. Se temos que aceitar alguma coisa sem lutar, que sejam coisas que não podemos mesmo mudar. De resto, vamos dar umas chapadas no destino e mostrar-lhe que ninguém gosta de espertinhos que têm a mania que sabem tudo. O que é que é importante? Importante são aquelas coisas que nos fazem dar gargalhadas, rir, sorrir ou acender por dentro e deixar que o brilho nos chegue aos olhos. Coisas que nos mantenham no caminho. No nosso caminho. Se uma relação exige muito de nós é porque estamos a forçar alguma coisa e isso nunca é bom, lutar não é isso. Lutar é trabalho árduo e dedicação. E a relação é uma festinha na cabeça e um doce de recompensa ao fim do dia. Passamos a vida a procura de uma relação e deixamos passar aquelas que são realmente especiais. Temos que começar a abrir os olhos para nos permitirmos alguma felicidade. Daquela que interessa. Da única que vale a pena. E nunca nos podemos esquecer, uma pessoa só vale a pena se se disponibilizou sempre a lutar as nossas lutas connosco.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Dieléctricos de ternura
Um dieléctrico é uma substância que possui alta resistência ao fluxo da corrente eléctrica. Este, para desempenhar correctamente a sua função, é escolhido através de certos requisitos, tais como:
Uma "pessoa dieléctrica" é alguém que possui alta resistência a sentimentos. Essa pessoa, para desempenhar correctamente essa função, tem que se impor certas regras, tais como:
- Elevada resistência eléctrica, para garantir o isolamento entre a peça e o eléctrodo;
- Elevado poder refrigerante, pois este deve arrefecer a peça e o eléctrodo, visto que o aquecimento excessivo pode originar fissuração;
- Elevado calor latente, pois deve ser resistente às temperaturas elevadas e à oxidação, evitando a degradação;
- Não corrosivo, para não corroer os componentes constituintes da máquina;
- Filtrabilidade, para manter as partículas em suspensão, facilitando a filtragem posterior.
Uma "pessoa dieléctrica" é alguém que possui alta resistência a sentimentos. Essa pessoa, para desempenhar correctamente essa função, tem que se impor certas regras, tais como:
- Elevada resistência às emoções, para garantir o isolamento entre si e outra pessoa;
- Elevado poder refrigerante, pois deve arrefecer o ambiente entre si e outra pessoa, visto que o aquecimento excessivo pode provocar fissuras nas defesas emocionais;
- Elevado calor latente, pois deve ser resistente às situações com temperaturas elevadas e pressão, evitando cair em tentação;
- Não corrosivo, para não corroer os seus próprios sentimentos (nunca sabe quando pode precisar deles);
- Filtrabilidade, para manter os interessados em suspensão, facilitando uma escolha posterior.
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