Ir para a cama ou ficar aqui no sofá, eis a questão.
Qual me faz melhor, com qual me contento
Qual mellhor me acolhe, com qual me encanto
A cama que me seduz e promete tanto
O sofá com a segurança em pensamento
Quero fechar os olhos e viver cada momento
Não quero descobrir na cama o meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Quero o sofá e seu doce contentamento
E assim, quando mais tarde o procure
Quem sabe na cama, angústia de quem vive
Quem sabe no sofá, princípio de quem não ama
Eu possa dizer do descanso que tive:
Que foi doce e calmo o sonho que me chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Qual Shakespeare, qual Camões,
Sonetos às cinco da manhã é que é
Vou mazé pra cama que se faz tarde
Ai pois é, ai poizé.
Estava-me o post a correr tão bem...

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