terça-feira, 10 de março de 2009

iPod com asas

É apropriado. É apropriado estar a olhar para aqui e estar a ouvir esta música. É apropriado pensar em ti, pensar em olhar para ti e ouvir... Não, não pode ser esta música. Dá-me um minuto, deixa-me carregar no botão da setinha para a frente. Muito melhor. Bem melhor, na verdade. Perfeito. Agora não consigo dizer nada, estou a ouvir a música que escolhi para ti (para nós?), não, para mim, a pensar em ti. Estou a ouvir a música e estou a sorrir. Não me podes ver e desconfio que nem conheças o meu sorriso, mesmo que já tenhas estado na presença dele. Simplesmente não estavas a olhar. Não faz mal porque já tomaste a decisão de olhar para o meu sorriso, para mim. E (espero não estar enganada) decidiste olhar para mim de outra maneira. E eu sei que quero olhar para ti de outra maneira. Quero olhar para ti, ver-te olhar para mim e quero poder-te pedir para olhares para nós, enquanto eu olho por nós. As músicas tomaram conta dos meus ouvidos e tomaram conta das palavras que estou a escrever agora, por isso não ligues. Não ligues se vires palavras com amor a mais, com esperança a mais, com saudade (alguma que seja), com milhões de coisas que ainda não me deste, que ainda não sabes se podes dar e (de certeza que não estou enganada) ainda nem pensaste em dar. Ou já?

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