quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Gosto que me enganes

Gosto da tua urgência por mim. Gosto de te poder completar no fim de uma só noite. Gosto da paixão da tua boca, sem estares verdadeiramente apaixonado por mim. Gosto do fogo do teu toque sem saber quando o vou sentir outra vez. Gosto desse sorriso estúpido na tua cara que não quer dizer rigorosamente nada. Gosto de fingir que não quero saber de ti só para me poder encantar com um olhar mais prolongado. Gosto que não queiras saber de mim enquanto estou cá, mas que fiques doido com a ideia de me perder. Gosto que penses que me podes perder, porque isso significa que achas que me tens. Gosto que queiras saber de mim sem querer perguntar. Gosto dessa expressão de quase carinho, quase amor, quase paixão, no fundo de quase nada. Gosto da maneira como te pões a olhar para mim, para me prender, sem te deixares prender. Gosto que me faças acreditar que sou importante, que me faças sentir importante, que sejas importante para mim.
Sim, gosto que me mintas, gosto que me enganes.

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