Eu não tenho: juízo, rabo, um lamborghini, o curso de Engenharia Electrotécnica e de Computadores (ainda...), ninguém à minha espera em casa, tempo a perder, vontade de me prender, tempo para ir ao cinema, nenhum livro por ler em casa, bom feitio, vontade de desaparecer, tempo para toda a gente, amor próprio, personalidade jurídica, fé, comida em casa, vontade de me perder (outra vez), uma única cueca fio-dental, pressa de ter filhos, muita inveja, queda para ser um doce, queda para fazer doces, música favorita, vontade de ir dormir.
Eu tenho: sardas, um cabelo bonito (eu gosto!), poucos amigos, os melhores amigos, os melhores pais (primários e secundários), a melhor irmã, as melhores primas, dois neurónios completamente funcionais, estupidez com fartura, vontade de ir ao cinema, garra, mãos feias, vontade de me prender (e esta, hein?), muitos livros em casa, músicas da Britney Spears no portátil (as verdades são para ser ditas), músicas da Britney Spears no iPod (...), um feitio de merda, muitas saudades de tempos passados, os livros todos do Harry Potter, um pólo com dupla personalidade, muito, mas mesmo muito, sono.
Eu queria (para o Natal, quem sabe...): Acho-te graça. Também te acho graça. Sou capaz de até gostar um bocadinho de ti. Sim, acho que sim. Hoje não tenho tempo. Vou ter saudades tuas. Dá-me um beijinho. Não. Dois? Ok. Tens meia hora para tirar daí a mão. Coisas simples. Vidas simples. Existências felizes. Existências completas. Sabe bem tudo tão certo. O que me dirás se o tempo nos der o tempo a que temos direito? Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.
Objectivo do post: provar à Ana Catarina que sei escrever lamborghini.
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