quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Re-Tratamento

" Marshall: Oh não, não tenho os meus votos.

Lily: Também não tenho os meus.

Ted: Não precisam dos votos. Apenas digam porquê que se amam.

Marshal: Lily, tenho milhões de razões para te amar. Fazes-me rir e tratas de mim quando estou doente. És amorosa, atenciosa e até deste o meu nome a uns ovos. Ela põe uns condimentos italianos nos ovos mexidos antes de os cozinhar. Chamam-se "Ovos Marshall" e são brutais. Mas a principal razão para te amar é que és a minha melhor amiga, Lily. És a melhor amiga que alguma vez tive.

Lily: É a minha vez. Marshall, eu amo-te porque és engraçado e fazes-me sentir amada e fazes-me sentir segura e quando fizemos um ano deste-me uma camisola que diz "Lily and Marshall. Rockin' It Since '96". Acho que gostava de a ter vestida agora, porque cheira a ti. Mas a principal razão para te amar, Marshall Ericksen, é que me fazes feliz. Fazes-me feliz sempre."

Acho que andamos tão rápido na estrada, olhando só para a frente, que às vezes perdemos a percepção de certas coisas. Perdemos alguns valores e perdemos a noção do que é realmente importante. Andamos numa corrida doente para tentarmos ser bonitos quando isso não interessa nada, só interessa quem nós somos. Um banho por dia, uma escova no cabelo, a roupa que mais nos agrada, um sorriso na cara e uma pitada de nós mesmos é mais que suficiente e para quem não chegar, paciência. Passamos o dia a esforçarmo-nos para ser uma coisa que, no fundo, não tem metade do interesse do que aquilo que realmente somos.

Finalmente aprendi que a pessoa certa e que o amor da nossa vida nem sequer são a mesma coisa. Podem ser a mesma pessoa, mas a verdade é que raramente isso acontece. O amor da nossa vida é a pessoa por quem mais choramos e a pessoa que nos fez mais feliz e a pessoa que conseguia fazer-nos atingir esses dois picos no mesmo minuto. A pessoa certa é aquela que melhor nos sabe amar, cuidar de nós, aquela que nos dá segurança sem ser preciso falar. O amor da nossa vida é um carrossel de emoções enquanto que a pessoa certa é a calma antes da tempestade, depois da tempestade e é a mão que agarramos durante a tempestade. O amor da nossa vida ser a pessoa certa para nós é um jackpot cósmico. Mas possível. De qualquer maneira só existe uma maneira de sabermos quem é o amor da nossa vida e quem é a pessoa certa para nós. É preciso morrer. Nessa altura, olhamos para dentro de nós e vemos todas as cicatrizes que o amor da nossa vida nos deixou. Olhamos para fora e lá está ela. A pessoa certa.

Aquela que não olhou para os nossos defeitos e agradeceu-nos por não termos olhado para os dela. Não aquela que achava que não tínhamos defeitos e que nós achávamos perfeita.

Aquela que sempre nos soube dizer as coisas certas na altura certa. O bom e o mau. Não aquela a quem nunca foi preciso dizer nada, que sempre adivnhou os nossos desejos mais permentes.

Aquela que nos disse que tínhamos graça por piadinhas pequenas, aquela que nos disse que estávamos lindos num dia mau e que nos disse que éramos a pessoa mais bonita deste mundo num dia em que realmente nos esforçamos por isso. Não aquela que se ria às gragalhadas connosco por tudo e por nada, não aquela que todos os dias se ofuscava com o nosso brilho. O bom e o mau.

Aquela com quem conseguiamos dormir uma noite inteira abraçados sem acordarmos com o pescoço dorido. Não aquela com quem desejavamos dormir todas as noites e que com quem todas as noites deviam ser infinitas.

Aquela que nunca nos fez sofrer, ou se fez, estava lá para tratar das nossas feridas. Não aquela que nos fez sofrer que fizemos sofrer, porque o amor, a paixão e a pressão eram tão grandes que até doía. Tudo doía. O bom e mau.

Aquela que nunca foi embora. Não aquela que foi, veio, foi e veio, e entre essas viagens nunca sabiamos se ía voltar ou se ía voltar a ir embora.

O amor da nossa vida e a pessoa certa podem parecer, à primeira vista, muito parecidos, mas a diferença é a coisa mais importante para o nosso coração. A pessoa certa faz-nos felizes. Sempre.

Um comentário:

Miss Piggy disse...

Este teu post arrepia-me...

que bem que me sabe ler-te...